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Vamos fazer um resumo de nossas dicas de viagem ate agora?

Nesta vida de nômade digital, eu já comprei, reservei, alterei, cancelei e confirmei inúmeras viagens em 4 continentes do planeta (só falta a África). No início das postagens e na nossa página do Facebook, já falei bastante sobre as melhores e mais baratas formas de viajar. Resolvi, contudo fazer um “resumāo” neste post, como se fosse uma “revisāo literária do viajante”. Os sites listados são exatamente os que eu sempre uso quando viajo. Se estāo aqui, eu os recomendo e tenho certeza que nāo sāo uma roubada. Eles são os mais conceituados nos Canadá e EUA. Entāo, vamos lá!

Passagens Aéreas

MOMONDO

Este é o buscador favorito de todos os viajantes profissionais e sites de avaliaçāo como o TripAdvisor. Você sempre encontrará as melhores ofertas da internet e fora dela. A busca pode ser em formato de calendário, permitindo que você veja quais são as datas mais baratos para voar. O ponto alto deles é o fato de buscarem em pequenos sites locais de reserva que ninguém mais faz. Sem dúvida, o melhor !

 

KAYAK

Claro que este você conhece! Um ótimo buscador de voos… para tarifas saindo dos Estados Unidos! Pois é! Eles pesquisam uma grande variedade de companhias aéreas e em outros buscadores (o Kayak é o que chamamos de buscador de meta meta). Sem dúvida, um excelente site para procurar por passagens aéreas baratas… se você sair dos EUA.

 

AIRTREKS

Esta empresa talvez você nāo conheça, se nāo costuma viajar muito. Eles sāo líderes em passagens ao redor do mundo, as chamadas “RWT” ou “Round The World Ticket”. Esta passagem permite você traçar um roteiro longo, como por exemplo: Sāo Paulo= Lima- Los Angeles-Toykyo- Bali- Nova Dehli- Tel Aviv- Roma- Sāo Paulo,com um preço que você se espantaria. Nāo é muito comum brasileiros fazerem este tipo de viagem, mas no primeiro mundo é quase um rito de passagem entre o final do ensino médio e início da universidade:os jovens compram estes bilhetes e passam de 6 meses a 2 anos viajando. É raro o garoto entrar direto na universidade. Isso é coisa de brasileiro. Aliás, devíamos seguir esse exemplo. Os mais freqüentes usuários de RWT sāo os alemāes (campeões!), australianos, holandeses, neo zelandeses e em menor número, americanos. Um roteiro como este que eu descrevi, pode sair por volta de CAD 4,500, todo o trajeto.

 

Skyscanner

Este você também deve conhecer. Um ótimo site, sobretudo se você vai viajar para o CANADÁ ou para a EUROPA. Vale a pena pesquisar por lá.

 

Google Flights

Um dos melhores sites de busca de voos do mundo, o Google Flights permite que você insira seu aeroporto de partida e veja vôos partindo de lá para todos os lugares do mundo em um mapa no qual fica fácil escolher o destino mais barato. O site sugerem também datas diferentes para vôos mais baratos. Se você nāo decidiu para que país quer ir, nāo tenha dúvidas: esta é sua melhor pedida. O ponto negativo é que o aplicativo deles, ao menos para iOS, nāo é muito amigável para o usuário.

 

Decolar

Um site de buscas presente em todo o mundo mas especializado no país do cliente. Ou seja, se você quiser voar NO BRASIL, esta é uma ótima pedida. Se quiser América do Sul, até recomendo. Fora isso, pesquisa mais. Os preços sāo convertidos para Reais e nāo incluem as taxas, que aparecem no final da compra.A vantagem é que permite parcelamento no cartāo mas o Skyscanner versāo .br também.

 

Expedia

Este site, baseado nos EUA, talvez seja o mais conhecido do planeta. É um com certeza um excelente buscador, mas sua interface pode confundir o viajante, em funçāo da elevada quantidade de informaçāo em uma mesma tela. O interessante é que eles foram os pioneiros em vendas de passagens on line, e merecem o crédito por isso. A desvantagem é que por ser um gigante e muito popular, os preços acabam nāo sendo sempre os melhores e a insistência para você reservar hotel e alugar carro no seu destino é bem desagradável.

Acomodaçāo

Existem incontáveis buscadores de hotéis, Hostels, pousadas, campings e muito mais, sejam universais ou especializados em determinado nicho, como por exemplo, somente para mochileiros ou somente para casais da terceira idade. Por isso, listem os que eu pessoalmente uso e confio.

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Airbnb

A meu ver, a melhor alternativa de acomodação. O site lista proprietários que alugaram suas casas ou apartamentos (ou quartos, ou sala, ou barco ou até ônibus ! Sim, eu já vi!) para você. A proposta é proporcionar todos o conforto de uma casa e a oportunidade de ficar em uma local onde os locais moram, muitas vezes até em áreas não turísticas. O preço normalmente é bem mais barato que um hotel convencional. Uma grande vantagem: se você é novo no Airbnb, ganha US$ 35 dólares de desconto em sua primeira estadia.Em muitos países, como a Malásia ou Bolívia, pode significar sua estadia PAGA pelo Airbnb, em funçāo do câmbio do dólar.

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Agoda

A nāo ser que você já tenha ido à Ásia ou o menos pesquisou sobre viagens para lá, é provável que você nunca tenha ouvido falar. Pois saiba que AGODA é simplesmente a melhor alternativa de busca de acomodação para Ásia e Sudeste Asiático, incluindo a Rússia asiática. Se você vai para o extremo oriente, nem perca tempo em procurar em outros lugares. Eles têm o inventário de hospedagem mais robusto do mundo para a Ásia e oferecem as melhores tarifas a preços assustadoramente mais baratos do que os buscadores ocidentais.

 

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Booking.com

O Booking.com oferece um ótimo site com opções das mais variadas possíveis. Eu gosto muito da sua interface, que é muito fácil de pesquisar, possui ampla seleção de hotéis e o melhor de tudo: você pode nāo pagar nada na hora da reserva e só fazê-lo no check in, mesmo sem usar o cartāo de crédito que você forneceu no site. Eles são especialmente bons e muito recomendados para hospedagem em países em desenvolvimento. Para o primeiro mundo há opções melhores.

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Hostelworld

O melhor site de acomodação para Hostels do mundo. Eles têm o maior inventário, amelhor interface de pesquisa e maior disponibilidade de reservas. Eu sempre uso-os para todas as minhas reservas em Hostels.

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Couchsurfing

Este site permite que você se hospede em “sofás” (couch) na casa das pessoas ou mesmo em quartos, salas, redes, sacos de dormir, tatame e até em cordas formando uma cama suspensa (eu fiquei assim em Berlim). A melhor parte: gratuitamente! É uma ótima maneira de economizar dinheiro enquanto conhece os costumes locais e fica na casa de pessoas que moram na cidade. A ideia nāo é só hospedagem: é a interaçāo com os anfitriões. Em Berlim, onde eu fiquei, era uma apartamento enorme onde moravam um monte de hippies de 16 a 30 anos, e saíam toda noite! Haja fôlego! Eles também eram adeptos do “poli-amor” entāo… deixa pra lá… Eu usava muito esse site e sou um dos pioneiros no Brasil (me deram até o selo “Pioneer” Hahaha). Uma vez, no reveillon, hospedei em meu antigo apartamento de 90 metros quadrados nada menos do que 19 pessoas, de 6 países! Foi… deixa pra lá também.

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Acho que você já sacou a proposta do CS: ampliar sua rede de contatos. De 1o, 2o, 3o 4o, 5o… graus. 🙂

Galera, em resumo é isso aí. Acho que demos uma boa percorrida em várias formas de buscas de de passagens e hospedagem online. Agora pegue sua malinha e… zarpe!


Alberto Escosteguy

A Rotina de Trabalho Voluntário Remunerado

Como disse no post anterior, verão no hemisfério norte é sinônimo de trabalho.

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Uma das opções é o volunturismo remunerado. À exceçāo de alguns poucos lugares, na maioria das vezes é necessário visto de trabalho para se engajar neste tipo de aventura. Contudo, há lugares onde você chega e começa a trabalhar e ninguém pergunta muita coisa, nāo. Um lugar conhecido por isso sāo as ilhas do Hawaii, sobretudo os Hostels de surfistas nas ilhas menores fora de Oahu, nas fazendas de abacaxi e nas confecções de pranchas artesanais.

No Canadá, o mesmo pode ser possível no círculo polar ártico, como em B&B em Inuvik ou em resorts perto de Yellowknife. Em grandes centros, porém, é bastante improvável. Mas atençāo! Esta regra serve para volunturismo REMUNERADO. Para voluntariado nāo-remunerado, você pode se candidatar para qualquer lugar, ao menos nos EUA e Canadá, enquanto seu visto estiver válido. Mas um conselho: JAMAIS fique irregular por aqui. Se você estourar o tempo do seu visto, qualquer que seja ele, você entra para uma “black list” e terá muitos problemas para retornar aos EUA e/ou Canadá, pois as duas imigrações cruzam os dados.

Pois bem… vamos falar da rotina do trabalho voluntário. Eu estou em Victoria, capital de British Columbia, no oeste do Canadá. A cidade é bem pequena, com cerca de 80 mil habitantes, o que faz com seja ideal para trabalhar no verāo, pois apesar dos turistas, ela continua tranqüila e muito segura.

O trabalho que eu escolhi foi oferecido pelo Hostel Ocean Inn Backpackers & Suites (http://www.oceanisland.com/work) e consiste em arrumar camas, varrer chāo etc.  Sāo 4 horas e meia de trabalho, 4 dias por semana. Assim, você nāo só tem o dia todo ainda livre (lembre que no verão só anoitece lá pelas 22:30 aqui) como tem 3 dias de folga por semana, normalmente em sequência, para que você tenha oportunidade de explorar a ilha, ir para Vancouver ou para Seattle, nos Estados Unidos, que fica a menos de 40 minutos de ferry boat (balsa) de Victoria. A hospedagem é descontada em CAN20 por dia. No total, neste caso, você tem 300 dólares por mês em dinheiro. Eu aconselho esta modalidade se você planeja apenas NĀO GASTAR NADA. Pode até juntar algum dinheiro, mas pouco. Isto porque salário é o piso mínimo, ou seja, CAN10,85 por hora adicionado de % de férias e descanço remunerado. Além disso, você recebe café da manhā e jantar, sem descontar de seu salário.

Outra opçāo é optar por full time job, isto é, 8 horas por dia e 2 folgas semanais. O salário por hora é o mesmo do anterior mas, por serem mais horas, obviamente você ganha mais. O café da manhā e o jantar continuam sendo oferecidos sem custo e a hospedagem é descontada da mesma forma: CAD20 por dia. Neste caso, o objetivo nāo é turismo, mas juntar dinheiro mesmo. Você terá liquido por volta de CAD1000 por mês, sendo seu único gasto o almoço, se você quiser juntar mesmo. Em 4 meses você juntou 4 mil dólares, o que te permite passar um ótimo verāo no hemisfério sul. E se você tiver acumulado milhas sua passagem aérea sairá de graça ou bem barata.

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Existem outros trabalhos, exigindo maior qualificaçāo e para quem entende de computadores pode conseguir ate CAD 3 mil por mês. Isso renderá CAD 12 mil em 4 meses. Mas como neste caso você paga todos os seus gastos, calcule líquido na sua conta por volta de CAD 1,600/ mês.


Alberto Escosteguy

De volta ao “Volunturismo” – Regra de Ouro: Jamais Feche Portas Que se Abriram Para Você

Após a linda viagem sobrevoando os picos nevados das montanhas rochosas, voltei a British Columbia (BC), no extremo oeste do Canadá, desta vez para Victoria, na Ilha de Vancouver.

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Eu já havia morado alguns meses aqui e, pessoalmente, acredito ser esta a melhor cidade do país para se morar, tanto é que voltei. Falaremos as razões em posts futuros.

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Meu retorno se deu por duas razões: eu adoro a costa oeste e o dinheiro estava acabando.

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Isto significava ter que voltar a trabalhar em algum lugar a fim de juntar mais dólares para poder botar o pé na estrada de novo. Esta é a vida de um blogueiro de viagem.

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Entāo, escolhi voltar para o mesmo lugar onde morei e fiz voluntário em 2016: o Hostel Ocean Inn Backpackers Suites (http://www.oceanisland.com). E aqui vai uma dica de ouro: deixe sempre, sempre, sempre, sempre a porta aberta atrás de você.

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Eis algo fundamental para a sobrevivência do nômade digital.

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Se você for fechando as portas por onde passa, seu volunturismo nāo vai durar muito. Como em qualquer meio social, as pessoas se comunicam. Neste caso, via internet e logo logo seu nome estará “na boca do povo“. E aí, meu caro, você começará a receber negativas de pedidos para ser voluntário em qualquer país que for. Entāo, a única saída será por a viola no saco e procurar outra coisa para fazer. Assim como em qualquer profissāo, os contatos e uma sólida rede de network sāo fundamentais no volunturismo. Sua reputaçāo é sua moeda de troca e seu patrimônio mais importante.

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E foi isso que aconteceu comigo em Victoria. Um pouco antes de chegar, eu contatei o gerente geral do Hostel explicando meu desejo de voltar para trabalhar no verāo. A resposta foi imediata: “quando você começa?
Isso nāo cai do céu.

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Quando você está trabalhando ou sendo voluntário, faça-o seja por inteiro, esteja 100% no momento presente. Esqueça que é um nômade digital, um viajante, ou seja lá que for. Durante sua estadia onde você trocará casa e comida por māo de obra e algum dinheiro, você será web designer, psicólogo, garçon, engenheiro, faxineiro, seja o que for. Nāo importa.

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Aliás, eis outro aspecto que me encanta no volunturismo: seja você médico ou faxineiro (por exemplo, no Medicines Sans Frontière – Médicos Sem Fronteiras), nāo há NENHUMA DIFERENÇA. Nāo há hierarquia. Há,sim, respeito absoluto pela pessoa e nāo pelo título. Claro que cada um cumprirá sua funçāo de acordo com suas habilidades e formaçāo, mas isso nāo fará do advogado alguém “acima” do vigia noturno. E tem mais: se perceberem que você traz estes vícios e preconceitos de uma sociedade bastante desigual, você começará a receber “nāo” em suas próximas requisições. Vale inclusive para o programa de voluntários da ONU. Eu já vi pessoas no Canadá que se mostraram preconceituosas e arrogantes serem expulsas e terem 48 horas para deixarem o lugar de onde eram voluntárias. Esta atitude também fecha a porta atrás de você. E cabe também lembrar que, apesar de você ser médico cirurgiāo, nada impede de você ser escalado eventualmente para ser faxineiro.

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Nāo há hierarquia, lembra? E você, provavelmente, saberá pouco sobre faxina industrial (se o lugar for um hospital na África, por exemplo), ou seja: o faxineiro será seu supervisor! Nada mais perfeito para liquidar e eliminar qualquer traço de arrogância e preconceito que tenha sobrado em você. E pode ter certeza: Esta vivência será preciosa para quando você voltar ao hospital onde dá seus plantões no Brasil. Você nunca mais verá a auxiliar de enfermagem da mesma maneira. E, assim, estará contribuindo de forma prática para um mundo um pouco melhor. Bem mais eficiente do que ficar postando frases lindas de Platāo no Facebook.


Alberto Escosteguy

Como trabalhar no verāo em um novo destino, e reduzir seus gastos a ZERO

Primeiro dia de voluntariado remunerado no Ocean Inn Hostel & Suites. Na verdade, como eles acharam que tudo correu bem da outra vez, eles me ofereceram um “full time job”, ou seja um emprego de tempo integral no hostel, em housekeeping. Como já comentei em posts anteriores, o ideal é juntar dinheiro no primeiro mundo e viajar pela Ásia, África e América Latina e, portanto, eu aceitei.

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Minha rotina de trabalho será de 9:30 às 17:00, cinco dias por semana, dois dias livres às terças e quartas. Nāo vou trabalhar no Hostel, mas em uma casa perto daqui, onde eles alugam três suítes para o verāo, e ficarei sozinho lá: limpar 3 suítes de 9:30 às 17:00 hrs. Me parece bom! Como o percurso de 15 minutos entre o Hostel e a casa é grande parte à beira-mar, tenho ido de bicicleta para aproveitas os dias que já estāo esquentando e e já temos sol até à 21:30h.

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Parte do salário será para cobrir a hospedagem no Hostel, embora de valor consideravelmente menor em relaçāo ao que um hóspede paga. Tendo em vista que estamos na alta temporada de verāo, vale a pena. Como o café da manhā e jantar sāo fornecidos pelo Hostel, meus gastos sāo praticamente zero e é onde eu quero chegar neste verāo: gasto = ZERO. Com isso, quando todos estiverem voltando para as escolas,universidades e escritórios em setembro, quando termina o verāo, tendo gastado praticamente o dobro do que gastariam na baixa temporada em uma ilha como a Vancouver Island, eu terei passado o verāo trabalhando em um Hostel e, ao terminar o verāo, recomeço a viajar. Que lugar você me recomenda?

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Se você seguir estas dicas dos nômades digitais, você poderá viajar praticamente de graça e, quando usar suas milhas para sua passagem, sua viagem pode sair literalmente a custo zero.

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No próximo post eu descreverei como está sendo minha rotina de trabalho no Hostel.


Alberto Escosteguy

Como viajar sem gastar nada e ainda ajudar os locais

Neste post vamos explorar formas de viajar sem gastar nada e, às vezes, até ganhando para viajar. Por isso faremos uma pausa em nossa série sobre o Canadá, retornando no post seguinte.

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Viajar requer planejamento e disciplina, sob o risco de se gastar todo o dinheiro guardado em poucas semanas. É espantoso como US$1000 podem evaporar na estrada em poucos dias se nāo houver planejamento.

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Uma das formas de se planejar viagens bem sucedidas é basicamente seguir a fórmula da multiplicaçāo dos dólares: juntar dinheiro no primeiro mundo e usá-lo no terceiro. Mas como fazer isso?

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Há algumas maneiras bastante eficientes para se ter sucesso neste planejamento em viagens aos EUA, Canadá, Europa, Japāo, Austrália e Nova Zelândia. As principais sāo:

1) Couchsurfing (https://www.couchsurfing.com)
Uma das mais tradicionais formas de viajar sem pagar hospedagem. Você se cadastra na comunidade e se hospeda a curto prazo em casas de pessoas que estāo dispostas a recebê-lo. A filosofia do CS é ampliar sua rede de contatos, trocar experiências e conhecer novas culturas. A ideia nāo é substituir o hotel pela casa do anfitriāo, entāo use esta forma de viagem se você quiser sair e conviver com locais. Há casas que só aceitam viajantes solo ou casal e outras que aceitam famílias inteiras. O ideal é se planejar para ficar de 5 a 10 dias.

2) House Sitting: é uma modalidade nova e que vem crescendo espantosamente rápido nos EUA, Canadá e Austrália, embora já exista em vários outros lugares. A proposta é você cuidar da casa de alguém que vai viajar. Quase sempre a principal tarefa é cuidar do animal de estimaçāo. Seria como se você morasse na casa. A responsabilidade é grande e você deve ter o mínimo de experiêcia com animais domésticos, quase sempre cāes. Normalmente as casas sāo muito confortáveis e de pessoas com alto poder aquisitivo. Você nāo precisa ficar preso na casa. Como eu disse, é como você fosse o morador. Em países como Canadá e Nova Zelândia, o compromisso de confiança mútua é parte da cultura e a má índole é a exceçāo, ou seja, sāo lugares mais fáceis de se conseguir esta forma de hospedagem. Há algumas comunidades de house sitting nas quais você pode se cadastrar. Eu aconselho a “Mind My House” (https://www.mindmyhouse.com/sitters/assignment_locations) ou a Trusted Housesitters https://www.housecarers.com/?hop=jwelcome). Há também um website de comparaçāo de vários servidores de house sittings:https://www.housesittingguide.com

2) Paid House Sittings:
(https://www.housesittersamerica.com/sitters/register)
Esta modalidade você nāo apenas nāo gasta com hospedagem, mas você RECEBE para viajar. O dono da casa paga uma diária para você. Muito usada nos EUA, alguns proprietários preferem, pois cria-se um compromisso financeiro na sua estadia.

3) Work & Stay:
Esya modalidade requer mais tempo em cada lugar, por volta de 1 a 6 meses e às vezes até mais. Ela começou há mais de 20 anos com a comunidade WOOFER, especializada em fazendas e áreas rurais, muito ativa ainda hoje. Você se cadastra e oferece seus serviços em fazendas ou similares em troca de hospedagem e alimentaçāo. A ideia nāo é apenas turismo, mas sim a convivência com famílias locais e conhecer a forma de vida, cultura e costumes da regiāo. Outro objetivo é você aprender coisas novas, desde como cuidar de rebanhos e plantações até como administrar uma propriedade rural de grande porte.

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Outras duas comunidades, apesar de também oferecerem oportunidades em áreas rurais, sāo mais recentes e focadas bastante em zonas urbanas. Os voluntariados podem ser em apartamentos em Manhattan ou Paris até e principalmente trabalhos voluntários em hotéis e Hostels ao redor do mundo. No Canadá e Austrália é muito comum ser oferecida ajuda de custo em dinheiro, que vāo desde quantias para locomoçāo na cidade até salários mensais. Sendo pago, o voluntário deve possuir permissāo de trabalho no pais.

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Já existem as três comunidades no Brasil, mas ainda nāo funcionam de forma tāo eficiente quanto no Canadá e Europa.

Os sites sāo:

Woofer: cada país possui seu próprio site mas o site aglutinador é http://wwoof.net

Workaway: https://www.workaway.info

HelpX:h ttps://www.helpx.net/index.asp

4) Voluntariado na ONU:
(https://www.unv.org)
Denominado turismo humanitário, o objetivo NĀO é simplesmente conhecer lugares novos e tirar fotos. Aqui, a proposta é você ajudar projetos da ONU em andamento NO TERCEIRO MUNDO, incluindo Brasil. A vantagem é você poder usar suas qualificações profissionais em seu voluntariado (engenharia, psicologia, enfermagem, fisioterapia, educaçāo física entre outros) e usar a experiência em seu currículo profissional. A desvantagem (para mim este é na verdade um dos aspectos mais interessantes) é que você nāo escolhe o lugar que vai nem quando vai. Evidente que há uma tentativa de encaixá-lo na regiāo geográfica de sua escolha e sua data desejada mas não há garantias. O padrāo e que, se você morar em um país de terceiro mundo, será neste mesmo país que você será designado e, se possível for, inclusive para sua própria cidade. Mais uma vez, nāo é uma certeza mas é o padrāo.
Se você morar em um país de primeiro mundo, o lugar de destino vai depender de vários fatores, tais como: domínio da língua local, escassez de profissionais da sua área de atuaçāo, adaptaçāo sócio-cultural mais fácil e conformidade com as leis e costumes locais (por exemplo, se você for LGBTQ, dificilmente você iria para o Irã).

5) Médecins Sans Frontière
( http://www.msf.org)
Com certeza você já os viu na TV (“you are not alone”) pedindo contribuições financeiras. Esta é uma organizaçāo muito séria e extremamente comprometida com populações muito pobres ou vítimas de catástrofes naturais, fome extrema, epidemias e/ou guerras. Apesar do nome, nāo sāo apenas médicos que podem se voluntariar. Existem oportunidades para enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas e até economistas. A diferença aqui é que você necessita ter experiência comprovada na sua carreira, normalmente de no mínimo 5 anos e você poderá ir para a Síria, Palestina, Sudāo do Sul ou regiões em calamidade pública afetadas pela seca no Brasil.

Estas sāo as principais modalidades de viagens sem custo nenhum (a nāo ser a passagem, com exceção das duas últimas, que a passagem também está incluída) para todos os gostos e disposições. Escolha a sua e vamos fazer este planeta um lugar melhor!


Alberto Escosteguy