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Saiba quais países exigem o certificado de vacinação de febre amarela

O Brasil apresenta áreas de risco para febre amarela, principalmente nos estados da Bahia, do Espírito Santo, de Minas Gerais e de São Paulo. Por isso, os clientes devem ficar atentos às exigências de vacinação contra essa doença em determinados destinos. África do Sul, Austrália, Bahamas, Bolívia, China, Cingapura, Colômbia, Índia, Jamaica e Paraguai são localidades que já exigiam o comprovante dessa vacina dos brasileiros. Já na Argentina, no Equador e no Peru, a vacina contra febre amarela é recomendada.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desde 6 de fevereiro, Cuba, Nicarágua, Panamá e Venezuela passaram a exigir o certificado de vacinação contra a febre amarela aos visitantes com origem no Brasil (com exceção de passageiros em escala ou conexão nesses países).

Vacina

A vacina está disponível em postos de saúde. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma única dose é suficiente para a imunização, devendo ser feita, pelo menos, dez dias antes do embarque. A vacina deve ser registrada no Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) ou carteira de vacinação internacional.

Para mais informações sobre as localidades que recomendam ou exigem a vacina de febre amarela, acesse o site: http://viajante.anvisa.gov.br/viajante/paf_web_frmRoteiroViagem.asp


Luciano Boiteux

…E agora uma revisāo de formas de viajar como voluntário

Aproveitando o embalo do post anterior, façamos uma breve revisāo das principais maneiras de viajar como voluntário ou de forma similar.

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Uma nota: existem várias agências e websites que oferecem esta modalidade de viagem, mas atençāo! Muitas delas cobram! E cobram caro. Nāo condeno quem queira esta forma de viagem. Eu, particularmente, nāo vejo razāo em pagar para fazer “volunturismo”, já que há diversas formas de fazê-lo pagando somente a taxa de inscriçāo no site e às vezes ma pequena anuidade (raramente ultrapassa os U$50). Eu entendo o argumento do que preferem pagar milhares de dólares pelo mesmo serviço que poderia ser feito por U$50: a segurança que, se der algo errado, você tem a estrutura de uma agência que você pagou [caro] pela viagem. Tudo bem, faz sentido. Porém, eu faço volunturismo há muito tempo e em muitos lugares, desde centros como Toronto até cidades de 1000 habitantes em total isolamento perto do Pólo Norte e jamais e em momento algum tive nenhum problema.

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Além disso, os sites que vou listar aqui também oferecem suporte. Mas nāo estou dizendo que você nāo deva pagar 4 mil dólares para fazer voluntarismo em uma fazenda colhendo laranjas na Florida e ter um canal de comunicaçāo direto e rápido. Apenas, nāo foi essa a minha escolha.

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Chega de papo e vamos à nossa revisāo.

Woof
(http://wwoof.net)

O pioneiro dos pioneiros, o avô de todo volunturismo rural, nascido na Inglaterra em 1971. Se seu desejo é ser voluntário em fazendas certificadas*, não-certificadas* , “hobby farms*”, sítios e afins, nāo pense nem por 10 segundos: o WOOF é seu lugar! Eles sāo especializados EXCLUSIVAMENTE em turismo voluntário RIURAL. E o acervo de oportunidades deles impressiona. O ponto negativo, para alguns, é que eles cresceram tanto que se sub-dividiram por países: cada país possui sua própria rede WOOF e cada uma possui sua própria taxa de anuidade e próprio cadastro. Por outro lado, se seu objetivo é turismo rural, me parece que se deter em um país apenas é uma boa ideia, uma vez que você vai aprender técnicas, manejos etc. muito específicos de determinado setor agrícola, desde o sítio do Mr. Smith com uma pequena horta até empresas de grande porte voltadas para exportaçāo.

*Vocabulário:

Fazenda certificada: possuem certificado governamental de produçāo agrícola específica, como por exemplo, cultivo de produtos exclusivamente orgânicos. Normalmente estas fazendas, por serem pessoas jurídicas com fins lucrativos, exigem bastante de você. Em contra partida, se seu objetivo é seguir por este ramo de atividade, é como fazer uma formaçāo sem pagar nada.

Fazenda nāo-certificada: nāo possuem certificado governamental mas ainda assim têm (ou podem ter) objetivo de lucro, o que fará com que o trabalho seja igualmente disciplinado e exigente. Como nāo sāo certificadas, nāo há o mesmo compromisso com níveis de qualidade exigidos por governos e compradores externos mas isso nāo significa que nāo tenham produtos bons. Aqui você terá mais liberdade, mas ainda assim será bastante exigido a aprenderá bastante.

Hobby Farms: sāo fazendas nāo certificadas e NĀO possuem fins comerciais, isto é, eles podem até vender o que produzem, mas o dono pode ser o Monsieur Morin que se aposentou e resolveu morar na fazenda ou ainda um grupo de hippies e “galera alternativa” que se reuniu para formar uma comunidade “paz e amor”. Esta opçāo é para quem quer se retirar um pouco do mundo urbano e relaxar, mas ainda ser útil de alguma forma. Sua ajuda será mais como “amigo”, e o ambiente é bem mais “relax”.

Eis alguns WOOFs que talvez te interesse:

Woof Brasil – é bem recente e está aprendendo com o WOOF internacional mas possui um excelente acervo de fazendas e sāo, obviamente, bem confiáveis.

http://www.wwoofbrazil.com/afiliarse.php

Woof USA – (https://wwoofusa.org) já estāo bem estruturados e possuem várias opções nos 50 estados. Há muitas fazendas certificadas e de grande porte, como uma que é exportadora de abacaxi, no Hawaii.
VISTO DE TRABALHO NECESSÁRIO PARA FAZENDAS CERTIFICADAS !

Woof Canadá- (https://wwoof.ca) estrutura muito profissional, com muitas opções em todas as províncias. Assim como nos EUA, muita oferta de fazendas certificadas. No Québec, é extremamente aconselhável saber falar francês, já que muitos fazendeiros sāo unilingues, ou seja, só falam francês.
VISTO DE TRABALHO NECESSÁRIO PARA FAZENDAS CERTIFICADAS !

Woof Austrália (http://www.wwoof.com.au) em termos de visual e facilidade de busca, considero o melhor site de toda rede. A Austrália se especializou em fazendas de cultivo de produtos orgânicos, embora você encontre outras modalidades.

Woof França (https://www.wwoof.fr) especializada em “fazendas biológicas” como eles chamam. Sāo fazendas que produzem produtos orgânicos. Necessário compreender e ter ao menos nível básico de francês.

Woof Israel (http://wwoof.org.il/farms) Um dos Woofs mais interessantes e está na minha lista de viagem! Israel possui um acervo impressionantemente grande e dividem as fazendas em modalidades: vinículas, cuidados de animais enfermos e/ou para adoçāo,produçāo de queijo,orquidários e os fascinantes KIbbutzim, que sāo comunidades criadas para povoamento e produçāo agrícola quando da fundaçā do Estado de Israel, em 1948. Existem inclusive Kibbutzim brasileiros! Nāo precisa falar hebraico, embora em muitos lugares sāo oferecidos cursos gratuitos e o mais bacana: você pode escolher ficar desde apenas 7 dias até ANOS ! (claro que existe um trâmite migratório para tal).
Há uma fazenda produtora e mel na Galiléia que produz e cuida das abelhas seguindo a tradiçāo do tempo de Jesus ! (http://wwoof.org.il/farms/303).
Eu acho simplesmente fascinante !

Workaway
( https://www.workaway.info)
Criado nos anos 90 no Hawaii, o Workaway também começou como uma iniciativa e turismo rural. Com o tempo, surgiu a ideia de expandir a proposta para zonas urbanas e fundou-se a primeira organizaçāo de volunturismo urbano do planeta. A novidade fez tanto sucesso que hoje o Workaway, apesar de possuir um grande acervo rural, oferece voluntariados dos mais diversos tipos, desde Au Pair, motorista até desenvolvedor de blog e escritor!
Os lugares podem ser tanto em um volarejo remoto na China ou no centro de Manhattan.
Ao contrário do Woof, o Workaway concentra todos os países em um único site, com uma única taxa anual.
Eles cresceram tanto que possuem uma fundaçāo (https://www.workawayfoundation.org) e uma TV! (https://www.workaway.tv).

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Eu já utilizei várias vezes o WORKAWAY e acho excelente ! Recomendo!

HelpX
(https://www.helpx.net)
Da mesma forma que o Workaway, concentra todo acervo em um só site com taxa anual única. Seu forte é o voluntariado URBANO, sobretudo no ramo de hospedagem, como Hostels, hotéis, pousadas e Resorts, mas possui igualmente fazendas, escritórios etc.

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Estes sāo os 3 principais site de volunturismo. Agora é escolher o seu (ou escolher os 3, como eu !) e cair no mundo!


Alberto Escosteguy

Vamos fazer um resumo de nossas dicas de viagem ate agora?

Nesta vida de nômade digital, eu já comprei, reservei, alterei, cancelei e confirmei inúmeras viagens em 4 continentes do planeta (só falta a África). No início das postagens e na nossa página do Facebook, já falei bastante sobre as melhores e mais baratas formas de viajar. Resolvi, contudo fazer um “resumāo” neste post, como se fosse uma “revisāo literária do viajante”. Os sites listados são exatamente os que eu sempre uso quando viajo. Se estāo aqui, eu os recomendo e tenho certeza que nāo sāo uma roubada. Eles são os mais conceituados nos Canadá e EUA. Entāo, vamos lá!

Passagens Aéreas

MOMONDO

Este é o buscador favorito de todos os viajantes profissionais e sites de avaliaçāo como o TripAdvisor. Você sempre encontrará as melhores ofertas da internet e fora dela. A busca pode ser em formato de calendário, permitindo que você veja quais são as datas mais baratos para voar. O ponto alto deles é o fato de buscarem em pequenos sites locais de reserva que ninguém mais faz. Sem dúvida, o melhor !

 

KAYAK

Claro que este você conhece! Um ótimo buscador de voos… para tarifas saindo dos Estados Unidos! Pois é! Eles pesquisam uma grande variedade de companhias aéreas e em outros buscadores (o Kayak é o que chamamos de buscador de meta meta). Sem dúvida, um excelente site para procurar por passagens aéreas baratas… se você sair dos EUA.

 

AIRTREKS

Esta empresa talvez você nāo conheça, se nāo costuma viajar muito. Eles sāo líderes em passagens ao redor do mundo, as chamadas “RWT” ou “Round The World Ticket”. Esta passagem permite você traçar um roteiro longo, como por exemplo: Sāo Paulo= Lima- Los Angeles-Toykyo- Bali- Nova Dehli- Tel Aviv- Roma- Sāo Paulo,com um preço que você se espantaria. Nāo é muito comum brasileiros fazerem este tipo de viagem, mas no primeiro mundo é quase um rito de passagem entre o final do ensino médio e início da universidade:os jovens compram estes bilhetes e passam de 6 meses a 2 anos viajando. É raro o garoto entrar direto na universidade. Isso é coisa de brasileiro. Aliás, devíamos seguir esse exemplo. Os mais freqüentes usuários de RWT sāo os alemāes (campeões!), australianos, holandeses, neo zelandeses e em menor número, americanos. Um roteiro como este que eu descrevi, pode sair por volta de CAD 4,500, todo o trajeto.

 

Skyscanner

Este você também deve conhecer. Um ótimo site, sobretudo se você vai viajar para o CANADÁ ou para a EUROPA. Vale a pena pesquisar por lá.

 

Google Flights

Um dos melhores sites de busca de voos do mundo, o Google Flights permite que você insira seu aeroporto de partida e veja vôos partindo de lá para todos os lugares do mundo em um mapa no qual fica fácil escolher o destino mais barato. O site sugerem também datas diferentes para vôos mais baratos. Se você nāo decidiu para que país quer ir, nāo tenha dúvidas: esta é sua melhor pedida. O ponto negativo é que o aplicativo deles, ao menos para iOS, nāo é muito amigável para o usuário.

 

Decolar

Um site de buscas presente em todo o mundo mas especializado no país do cliente. Ou seja, se você quiser voar NO BRASIL, esta é uma ótima pedida. Se quiser América do Sul, até recomendo. Fora isso, pesquisa mais. Os preços sāo convertidos para Reais e nāo incluem as taxas, que aparecem no final da compra.A vantagem é que permite parcelamento no cartāo mas o Skyscanner versāo .br também.

 

Expedia

Este site, baseado nos EUA, talvez seja o mais conhecido do planeta. É um com certeza um excelente buscador, mas sua interface pode confundir o viajante, em funçāo da elevada quantidade de informaçāo em uma mesma tela. O interessante é que eles foram os pioneiros em vendas de passagens on line, e merecem o crédito por isso. A desvantagem é que por ser um gigante e muito popular, os preços acabam nāo sendo sempre os melhores e a insistência para você reservar hotel e alugar carro no seu destino é bem desagradável.

Acomodaçāo

Existem incontáveis buscadores de hotéis, Hostels, pousadas, campings e muito mais, sejam universais ou especializados em determinado nicho, como por exemplo, somente para mochileiros ou somente para casais da terceira idade. Por isso, listem os que eu pessoalmente uso e confio.

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Airbnb

A meu ver, a melhor alternativa de acomodação. O site lista proprietários que alugaram suas casas ou apartamentos (ou quartos, ou sala, ou barco ou até ônibus ! Sim, eu já vi!) para você. A proposta é proporcionar todos o conforto de uma casa e a oportunidade de ficar em uma local onde os locais moram, muitas vezes até em áreas não turísticas. O preço normalmente é bem mais barato que um hotel convencional. Uma grande vantagem: se você é novo no Airbnb, ganha US$ 35 dólares de desconto em sua primeira estadia.Em muitos países, como a Malásia ou Bolívia, pode significar sua estadia PAGA pelo Airbnb, em funçāo do câmbio do dólar.

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Agoda

A nāo ser que você já tenha ido à Ásia ou o menos pesquisou sobre viagens para lá, é provável que você nunca tenha ouvido falar. Pois saiba que AGODA é simplesmente a melhor alternativa de busca de acomodação para Ásia e Sudeste Asiático, incluindo a Rússia asiática. Se você vai para o extremo oriente, nem perca tempo em procurar em outros lugares. Eles têm o inventário de hospedagem mais robusto do mundo para a Ásia e oferecem as melhores tarifas a preços assustadoramente mais baratos do que os buscadores ocidentais.

 

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Booking.com

O Booking.com oferece um ótimo site com opções das mais variadas possíveis. Eu gosto muito da sua interface, que é muito fácil de pesquisar, possui ampla seleção de hotéis e o melhor de tudo: você pode nāo pagar nada na hora da reserva e só fazê-lo no check in, mesmo sem usar o cartāo de crédito que você forneceu no site. Eles são especialmente bons e muito recomendados para hospedagem em países em desenvolvimento. Para o primeiro mundo há opções melhores.

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Hostelworld

O melhor site de acomodação para Hostels do mundo. Eles têm o maior inventário, amelhor interface de pesquisa e maior disponibilidade de reservas. Eu sempre uso-os para todas as minhas reservas em Hostels.

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Couchsurfing

Este site permite que você se hospede em “sofás” (couch) na casa das pessoas ou mesmo em quartos, salas, redes, sacos de dormir, tatame e até em cordas formando uma cama suspensa (eu fiquei assim em Berlim). A melhor parte: gratuitamente! É uma ótima maneira de economizar dinheiro enquanto conhece os costumes locais e fica na casa de pessoas que moram na cidade. A ideia nāo é só hospedagem: é a interaçāo com os anfitriões. Em Berlim, onde eu fiquei, era uma apartamento enorme onde moravam um monte de hippies de 16 a 30 anos, e saíam toda noite! Haja fôlego! Eles também eram adeptos do “poli-amor” entāo… deixa pra lá… Eu usava muito esse site e sou um dos pioneiros no Brasil (me deram até o selo “Pioneer” Hahaha). Uma vez, no reveillon, hospedei em meu antigo apartamento de 90 metros quadrados nada menos do que 19 pessoas, de 6 países! Foi… deixa pra lá também.

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Acho que você já sacou a proposta do CS: ampliar sua rede de contatos. De 1o, 2o, 3o 4o, 5o… graus. 🙂

Galera, em resumo é isso aí. Acho que demos uma boa percorrida em várias formas de buscas de de passagens e hospedagem online. Agora pegue sua malinha e… zarpe!


Alberto Escosteguy

A Rotina de Trabalho Voluntário Remunerado

Como disse no post anterior, verão no hemisfério norte é sinônimo de trabalho.

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Uma das opções é o volunturismo remunerado. À exceçāo de alguns poucos lugares, na maioria das vezes é necessário visto de trabalho para se engajar neste tipo de aventura. Contudo, há lugares onde você chega e começa a trabalhar e ninguém pergunta muita coisa, nāo. Um lugar conhecido por isso sāo as ilhas do Hawaii, sobretudo os Hostels de surfistas nas ilhas menores fora de Oahu, nas fazendas de abacaxi e nas confecções de pranchas artesanais.

No Canadá, o mesmo pode ser possível no círculo polar ártico, como em B&B em Inuvik ou em resorts perto de Yellowknife. Em grandes centros, porém, é bastante improvável. Mas atençāo! Esta regra serve para volunturismo REMUNERADO. Para voluntariado nāo-remunerado, você pode se candidatar para qualquer lugar, ao menos nos EUA e Canadá, enquanto seu visto estiver válido. Mas um conselho: JAMAIS fique irregular por aqui. Se você estourar o tempo do seu visto, qualquer que seja ele, você entra para uma “black list” e terá muitos problemas para retornar aos EUA e/ou Canadá, pois as duas imigrações cruzam os dados.

Pois bem… vamos falar da rotina do trabalho voluntário. Eu estou em Victoria, capital de British Columbia, no oeste do Canadá. A cidade é bem pequena, com cerca de 80 mil habitantes, o que faz com seja ideal para trabalhar no verāo, pois apesar dos turistas, ela continua tranqüila e muito segura.

O trabalho que eu escolhi foi oferecido pelo Hostel Ocean Inn Backpackers & Suites (http://www.oceanisland.com/work) e consiste em arrumar camas, varrer chāo etc.  Sāo 4 horas e meia de trabalho, 4 dias por semana. Assim, você nāo só tem o dia todo ainda livre (lembre que no verão só anoitece lá pelas 22:30 aqui) como tem 3 dias de folga por semana, normalmente em sequência, para que você tenha oportunidade de explorar a ilha, ir para Vancouver ou para Seattle, nos Estados Unidos, que fica a menos de 40 minutos de ferry boat (balsa) de Victoria. A hospedagem é descontada em CAN20 por dia. No total, neste caso, você tem 300 dólares por mês em dinheiro. Eu aconselho esta modalidade se você planeja apenas NĀO GASTAR NADA. Pode até juntar algum dinheiro, mas pouco. Isto porque salário é o piso mínimo, ou seja, CAN10,85 por hora adicionado de % de férias e descanço remunerado. Além disso, você recebe café da manhā e jantar, sem descontar de seu salário.

Outra opçāo é optar por full time job, isto é, 8 horas por dia e 2 folgas semanais. O salário por hora é o mesmo do anterior mas, por serem mais horas, obviamente você ganha mais. O café da manhā e o jantar continuam sendo oferecidos sem custo e a hospedagem é descontada da mesma forma: CAD20 por dia. Neste caso, o objetivo nāo é turismo, mas juntar dinheiro mesmo. Você terá liquido por volta de CAD1000 por mês, sendo seu único gasto o almoço, se você quiser juntar mesmo. Em 4 meses você juntou 4 mil dólares, o que te permite passar um ótimo verāo no hemisfério sul. E se você tiver acumulado milhas sua passagem aérea sairá de graça ou bem barata.

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Existem outros trabalhos, exigindo maior qualificaçāo e para quem entende de computadores pode conseguir ate CAD 3 mil por mês. Isso renderá CAD 12 mil em 4 meses. Mas como neste caso você paga todos os seus gastos, calcule líquido na sua conta por volta de CAD 1,600/ mês.


Alberto Escosteguy

Como Ter Dois Verões por Ano, Viajar e Ainda Investir algum Dinheiro

Victoria, em British Columbia na primavera e verāo é uma cidade com muito verde,florida, muito mar, afinal fica em uma ilha, e alegre. Época ideal para… trabalhar. Os muitos turistas que vêem para cá, sobretudo da Ásia, pois a geografia facilita, trazem muita alegria e bastante dinheiro. Para um nômade digital focado em blogs de viagem, esta é uma época perfeita para fazer capital para a próxima viagem.

E nāo pense algo como “que graça tem trabalhar no verāo e viajar no inverno?” Aí é que vem a parte boa: você trabalha no verāo em países ricos, onde você será pago em dólar, euro, franco suíço Yen etc. e viaja também no verāo gastando muito pouco.

Como isso? Fácil; quando o final do outono chegar no hemisfério norte, o verāo estará se mudando para o hemisfério sul e você se muda com ele! Ou seja; se você se planejar, é possível passar vários anos com 2 verões e sem inverno!

Como no hemisfério sul (à exceçāo de Austrália, Nova Zelândia, Singapura e outros poucos países) o dólar e o euro sāo valorizados e os preços sāo muito mais baratos em relaçāo ao hemisfério norte, é possível passar o verāo em lugares paradisíacos tais como Maldivas, Bali, Caribe, Marrocos, África do Sul e muitos outros.

Outra dica é economizar algum dinheiro e investir, para que, se algum dia você nāo quiser mais ser nômade digital, você tem uma reserva em dólar ou euro para voltar ao Brasil… e já terá conhecido o mundo todo.

Ganhando em dólar e gastando em Rúpias, com planejamento, isto é nāo só possível, mas recomendável. Abra uma conta nos EUA, Canadá ou Europa (e declare para o Leāo!) e deixe seu dinheiro economizado em cada verāo por lá. Ao fim de alguns anos, ao voltar para o Brasil (se você voltar) poderá ter uma boa surpresa.


Alberto Escosteguy