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Como trabalhar no verāo em um novo destino, e reduzir seus gastos a ZERO

Primeiro dia de voluntariado remunerado no Ocean Inn Hostel & Suites. Na verdade, como eles acharam que tudo correu bem da outra vez, eles me ofereceram um “full time job”, ou seja um emprego de tempo integral no hostel, em housekeeping. Como já comentei em posts anteriores, o ideal é juntar dinheiro no primeiro mundo e viajar pela Ásia, África e América Latina e, portanto, eu aceitei.

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Minha rotina de trabalho será de 9:30 às 17:00, cinco dias por semana, dois dias livres às terças e quartas. Nāo vou trabalhar no Hostel, mas em uma casa perto daqui, onde eles alugam três suítes para o verāo, e ficarei sozinho lá: limpar 3 suítes de 9:30 às 17:00 hrs. Me parece bom! Como o percurso de 15 minutos entre o Hostel e a casa é grande parte à beira-mar, tenho ido de bicicleta para aproveitas os dias que já estāo esquentando e e já temos sol até à 21:30h.

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Parte do salário será para cobrir a hospedagem no Hostel, embora de valor consideravelmente menor em relaçāo ao que um hóspede paga. Tendo em vista que estamos na alta temporada de verāo, vale a pena. Como o café da manhā e jantar sāo fornecidos pelo Hostel, meus gastos sāo praticamente zero e é onde eu quero chegar neste verāo: gasto = ZERO. Com isso, quando todos estiverem voltando para as escolas,universidades e escritórios em setembro, quando termina o verāo, tendo gastado praticamente o dobro do que gastariam na baixa temporada em uma ilha como a Vancouver Island, eu terei passado o verāo trabalhando em um Hostel e, ao terminar o verāo, recomeço a viajar. Que lugar você me recomenda?

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Se você seguir estas dicas dos nômades digitais, você poderá viajar praticamente de graça e, quando usar suas milhas para sua passagem, sua viagem pode sair literalmente a custo zero.

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No próximo post eu descreverei como está sendo minha rotina de trabalho no Hostel.


Alberto Escosteguy

Adeus à Asia

“mas você não se sente sozinho?”

Final do terceiro dia e chega a notícia que eu voltaria ao Canadá em um vôo direto para Vancouver. Sensação estranha que deu. Algo com estar triste de deixar bons amigos que eu havia feito em Manila. Todos me abraçaram, trocamos facebook e nos prometemos visitar. Essas promessas de um retorno que não acontecerá é parte do processo do viajante. Por mais que sejamos nômades e vivamos na estrada, também nos apegamos. E ao prometermos que nos veremos de novo, é tal como um elo que não se quebra. Um elo que não precisa de corpo para existir. O viajante sempre está com seus amigos na estrada. Sempre que você pensar em alguém que conheceu pelo caminho, pense com carinho, com amor, sorria sozinho, olhe para cima e mande seu amor para eles. Pode ter certeza que eles entenderão e receberão. Com a prática, você passa a receber o mesmo deles e algo como “fulano está pensando em mim” passa a ser algo trivial. Esta é a resposta para a pergunta que sempre fazem ao viajante: “mas você não se sente sozinho?” . Nós nunca estamos sozinhos. Nunca.

É hora de seguir em frente. Hora de mais um capítulo a ser escrito, mais uma estrada a trilhar, mais sorrisos, mais lágrimas, mais amor. É hora de viajar de novo.

Adeus, Ásia. Eu faria tudo de novo.


Alberto Escosteguy

“Terra minha Mãe, Céu, meu Pai”

Chegando em Manila, nas Filipinas, o que eu achei que seria o horror dos horrores, já que fui levado para um lugar chamado “ Exclusion Room”, provou-se ser umas experiências mais interessantes de todas as minhas viagens.

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As surpresas começaram ao me deparar com oficiais de imigração, alfândega, funcionários do aeroporto etc. de uma gentileza ímpar. Todos perguntavam se eu estava bem, se precisava de alguma coisa e deixaram claro que eu não estava preso nem nada disso. Apenas, de acordo com as leis filipinas, eu deveria voltar ao meu país de residência permanente, que no caso é o Canadá. Entrei na tal sala com nome de filme de terror e tinha carregador para iphone, água, televisão… nada mal. Havia lá um ugandense que havia pedido asilo e foi recusado, e esperava não se sabe bem o que naquela sala, um camaronense deportado por trabalho ilegal, um chinês que não fala nada além de… chinês, então não sei qual o problema dele. O mais interessante, porém, foi após eu estar umas 4 horas por lá, a chegada de uma família alemã, pai, mãe uma filhinha de 3 anos de idade. Eles chegaram com roupas coloridas, cheios de instrumentos de musica balinesa e incensos. Eu pensei “isso aqui vai ficar bom”.

Assim que vi que eram alemães fui falar com eles (eu falo alemão) e, ao contrario de 99% dos alemães, não lhes causou surpresa nenhuma um latino começar a falar alemão fluentemente com eles fora da Alemanha. O caso deles parecia o meu, em certos aspectos: o pai, ao tirar foto para imigração a fim de entrar no país fez sinal de “legal” com o polegar e deu uma piscadinha, sorrindo. O oficial disse que ali não era circo e ele teria que ficar sério. Segunda tentativa e o alemão faz a mesma coisa. Nova bronca e na terceira tentativa ele ficou sério. Mas botou a língua para fora. Foram imediatamente impedidos de entrar no país e se juntaram a nós.

Eles estavam morando em Bali (onde mais?) e foram para as Filipinas para um workshop com animais que eu não entendi muito bem o que era. Passaram-se algumas horas e a mãe estendeu um tapete daqueles de praticar Yoga no chão, mais incensos, tirou os instrumentos de várias sacolas que carregava e disse em inglês para a sala toda: “isso aqui está muito carregado. Vamos tocar música e cantar!”. No inicio todos se entre olharam mas ela foi distribuindo os instrumentos pela sala e falou para mim em alemão “vê se me ajuda!”.  Eles começaram a tocar uma canção balinesa e em poucos minutos todos estavam cantando e tocando instrumentos. Jamais me esquecerei da música:

ana-nata, ana iê laiê
Terra minha mãe,
Céu meu pai,
Aia atan,
Water and Fire,
I am!
I am!”

O que posso dizer disso tudo é agradecer ao oficial de Sigapura por ter me devolvido a Manila. Ele jamais seria capaz de me dar o que a vida me presenteou nesses 3 dias na “prisão” nas Filipinas. Aliás, mês que vem já estou planejando voltar. Não para a prisão. Para as Filipinas.


Alberto Escosteguy

Lanterna Toolmix bivolt recarregável

Sim, você precisa de uma boa lanterna. Muitas opções de voluntariado, ou mesmo de viagens exóticas, envolvem um contato amplo e direto com a natureza. E, não sei você, mas eu não fico nem um pouco confortável no escuro, em qualquer lugar que não seja a minha casa. Uma boa lanterna deve:

  • ser recarregável. Pilhas e baterias são caras;
  • ser de LED. A tecnologia é moderna, barata, leve e com bom desempenho;
  • ser bivolt. Nem todo lugar tem a mesma voltagem de nossas casas;
  • iluminar bem;
  • ter a bateria durável;

Indicamos a lanterna Toolmix porque esta possui todas as características acima. Pode ser usada durante 8 horas na luz máxima, ou 16 horas na posição econômica. Seu facho é do tipo farol, e seus 3 LEDs garantem a tranqüilidade do viajante aventureiro.


Luciano Boiteux

crédito: Shutterstock

Mochila Militar Invictus Assault

crédito: Shutterstock

Quando vamos passear no parque ou andar na rua, escolhemos nossas mochilas normalmente usando o critério estético. É bonita, está na moda, tem compartimento para notebook?

Se vamos, porém, a uma aventura, fazer uma viagem na qual a mochila será a centralizadora de nossa água, nossas provisões, das nossas poucas peças de roupa (que devem se manter secas) e de nossos equipamentos (Alberto Escosteguy – nosso viajante –  já teve até que carregar spray contra ursos, no Pólo Norte), e ficará em nossas costas durante dias, semanas e até meses, esta deve ter características diferenciadas:

  • ser leve, prática e confortável;
  • ser impermeável;
  • ter muitos compartimentos;
  • ser discreta e, se possível, de cor neutra em relação aos locais da aventura;
  • ter costuras reforçadas, para não nos deixar na mão;
  • possuir boas correias e cintos de fixação ao corpo;
  • acomodar refil de hidratação;

A marca recomendada é a INVICTUS, que desenvolve mochilas para uso tático (militar ou civil) e para esportes de aventura. Os modelos custam algo entre R$ 180 e R$ 300.


Luciano Boiteux