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A vida de um Nômade Digital II : A Outra Face da Moeda

Se você leu o post anterior e tinha o sonho de ser um Digital Nomad, deve estar arrasado ou ao menos muito brabo comigo. Calma! Agora vamos continuar a narrativa de como ser nômade digital.

A parte que eu não te contei ainda é que tudo que escrevi no post anterior é verdade… até a segunda página.
Se você tem realmente o talento de criação por conta própria (até isso pode ser remediado) e adora (muito) viajar, os pesadelos que descrevi anteriormente são reais e, em maior ou menor grau, provavelmente alcançarão você… nos 2 ou 3 primeiros meses.
Depois… supresa ! Tudo começa a ganhar um colorido único e as coisas começam a fazer sentido.
Vamos lá?
Iniciaremos discorrendo sobre o que provalmente acontecerá no “dia seguinte” de cada um dos pontos que mencionei tão dramaticamente no post anterior.

1) Você perderá boa parte do seus amigos…que você descobrirá que, na verdade, jamais foram seus amigos. O termo AMIZADE ganhará para você uma conotação muito diferente, e muitas vezes, você irá acabar por ensinar a seus amigos o real valor de uma amizade.
Amigos passam a ser família, pessoas com as quais você pode contar, seja na sua própria cidade onde ambos moravam ou na China (literalmente). Você compreenderá que um real amigo não depende da geografia ou do tempo para estar a seu lado. Skype, WhatsApp, Facetime, ligações quase de graça para falar por 450 minutos (dos EUA, Canadá, Japão, Índia e Europa) para o celular de qualquer um no Brasil. E, o melhor de tudo: você viajará muito. Muito. Muito!
E como você escolherá sempre a mesma aliança aérea para voar (eu, por exemplo, só vôo de Star Alliance), talvez possa realmente até não ter ido ao aniversário daquela amiga. Mas agora a presenteia com uma passagem tirada com suas muitas milhas acumuladas (A Star Alliance permite que você tire passagens com suas milhas em nome de terceiros) para ela passar 2 semanas ou um mês (ou até mais se possível for) com você em Bali ou em uma praia na Jamaica! Que tal?
Concluindo, os “amigos” que te julgaram, nunca foram, na verdade, amigos. E você não está muito preocupado com eles, pois estará curtindo sua amiga na Jamaica.

2) A solidão será sua companheira fiel.
No princípio.
Aos poucos, você vai se adaptando ao estilo nômade de viver e descobrirá que existem muito mais pessoas assim no mundo do que você pensava. E, assim, seu próximo passo será se filiar a uma organizaçāo de nômades digitais (existe uma inclusive só de brasileiros!) e vocês se encontrarão pelo mundo. Que tal marcar uma reunião em Los Angeles e agendar um churrasco em Trancoso daqui a 2 meses?
Pense comigo: se você é engenheiro, provavelmente seu círculo será formado por outros engenheiros e afins… se você for médico, psicólogo, manicure etc. a mesma coisa. Então, se você for nômade digital, seu círculo será formado por outros nômades digitais. Eu sugiro o grupo https://www.youtubevilla.com e sua página no FB https://www.facebook.com/supernomadfriendsquad.
Ou, se não quiser, fique por dentro dos eventos exclusivamente organizados por e para digital nomads: https://www.flystein.com/digital-nomad-events-2017

3) Concordo que sua família vai levar algum tempo para entender seu modo de vida. E vāo sofrer.
No início.
Tal qual a filha que sai de casa ou o filho que se muda para outra cidade, você foi viajar.
E, convenhamos, se você tem uma filha(o), ela(e) vai sair de casa, casar, montar a família dela(e), ou
então vai continuar solteira(o) e imigrar para Miami. Nāo é muito diferente do nômade.
Com o tempo, tudo se ajeita. E aquela sua tia-avó que antes chorava ao telefone, hoje irá ao chá do clube com as amigas e vai falar cheia de orgulho: “meu sobrinho hoje me ligou de Berlim. Foi bom porque semana que vem ele estará na Namíbia e não sei como vai ser”.

4) Tudo é vivido intensamente e no dia de hoje. Verdade. Pode até bater insegurança no início, mas com o tempo, você se engajará em projetos e trabalhos em países que nem imaginava ir e iniciará outros projetos em áreas que nunca havia pensado. E, assim, rotina é algo que dificilmente fará parte da sua vida.
E o melhor de tudo é que se você precisar de rotina em algum momento, basta se estabilizar em algum canto do planeta por 1 mês, 1 ano ou 10 anos… até enjoar e zarpar de novo. Um nômade digital nāo precisa ser nômade para sempre. Ele pode, inclusive, voltar para casa e passar um tempo por lá, se planejar isso com os sócios, se os tiver.

Agora que contamos o dia seguinte dos pesadelos inicais, vamos elencar algumas vantagens em ser nômade digital.

5) Você nāo precisará investir uma fortuna ou todas as suas economias para inicar um projeto. Se der certo, seu investimento dará cria. Se nāo, o tombo financeiro nāo terá sido tão grande quanto ter aberto uma loja ou uma franquia de lanchonete.

2) Obtendo sucesso, com o tempo, você pode escolher ser o que se chama “semi-nômade. Suponhamos que, após vários anos de viagens ao redor do planeta, descobriu que gosta mesmo é do Brasil e, mais especificamente, daquela pequena cidade à beira-mar no nordeste que você passou 3 meses ano passado. Mas, ao mesmo tempo, você nāo sabe como irá viver sem passar temporadas no bairro boêmio do Marais, em Paris, que você adora de paixão.
Pois bem. Assim como você possui um sócio no Brasil (se tiver) nada impede que faça uma sociedade com um(a) frances(a) em Paris. Assim, você passará, por exemplo, 6 meses no Brasil e 6 meses em Paris. Conheço pelo menos 3 nômades digitais no ramo de design gráfico que vivem em ponte-aéreas assim. Um deles, aliás, por uma razão muito compreensível: se casou com uma canadense, mas não quer mais abrir mão de sua terra natal, a Nova Zelândia. Hoje, ele é cidadão dos 2 países, com 3 filhos canadenses.

3) Você pode trabalhar literalmente onde e quando quiser. Pode ser em um quiosque à beira-mar na Tailândia, em um chalé nos Alpes austríacos, na 5a Avenida em Nova York ou no quintal da sua avó. Seu escritório é o mundo.

4) É mais fácil mudar de ramo de negocio. Se você é um nômade digital trabalhando com projetos de arquitetura (eu conheço uma canadense que é) e se “enche o saco“,  lembre-se: você está no século 21. A maior parte dos cursos universitários hoje são oferecidos online, e você cursa onde estiver. A geração X deve torcer o nariz para tais cursos mas fique sabendo que várias faculdades de universidades como Harvard ou Stanford oferecem formação digital 100% online e têm o mesmo reconhecimento nos EUA e Europa de um curso presencial.
Bem vindo ao século 21 !

5) Você nāo precisa ter compromissos sociais ” obrigatórios”, aqueles do tipo :”que saco! Ele é legalzinho mas é um porre. Temos que ir, se não ele se ofende“. Bem… você terá uma boa desculpa para não ir: fica um pouco distante de ir à casa dele… da Finlândia!

Há muitas outras vantagens e você pode buscar online em profusão.
Por último, já que tanta gente está aderindo a este modo de vida nos 5 continentes… algo de bom deve haver isso, não é?
Se você se animou em trilhar esta carreira, aí vāo alguns bons pontos de partida:

Websites:

Home


http://nomadesdigitais.com
http://academiadenomadesdigitais.com

Theme Overview


http://becomenomad.com
http://www.digitalnomadjobs.com

Home e-Learning


https://www.facebook.com/groups/DigitalNomadsAroundTheWorld/
https://www.facebook.com/nomadlist
https://coursehorse.com/los-angeles

Youtube:
https://www.youtube.com/user/nomadesdigitais
https://www.youtube.com/user/CasalPartiu

Aplicativos:
https://www.rescuetime.com
http://www.xe.com/apps
http://voyagetravelapps.com/trail-wallet

Twitter:
https://twitter.com/nomadlist?lang=en


Alberto Escosteguy

Dica para comer barato em Vancouver

Nem só de aventuras vive um viajante. Vancouver é uma das mais caras cidades do mundo, rivalizando com Tokyo e Nova York. Portanto, ao menos na alimentação dá para dar uma refrescada, se você comer onde os locais vão. Em EastVan, uma das melhores opções, sem dúvida, é o famosíssimo TENTATSU. Famoso entre os locais. Você pode comer. O maior prato deles (e é muito bem servido!) custa CAD$10. E faça como os canadenses: NUNCA peça NADA em lugar nenhum além de TAP WATER para beber: é de graça, boa e segura. E nāo engorda.


http://www.tentatsusushi.com


Alberto Escosteguy

Dicas de um viajante experiente

Quem faz viagens de aventura, exóticas ou de voluntariado, é muito comedido na hora de arrumar as malas. Muito volume dá muito trabalho. Alberto Escosteguy partiu há 2 dias para o Canadá, e depois irá iniciar a viagem para a Ásia, que documentaremos aqui, dia após dia. Viajou sem despachar bagagem, com apenas uma mala de mão e uma mochila.

E outra: vestiu trajes confortáveis para não ter problemas durante o vôo, e também para aproveitar suas 15 horas em São Francisco, conexão de seu trajeto.

Chinelos, calça jeans, um casaco… pouca coisa mesmo.

Alberto tinha seu roteiro preparado quando descobriu um grupo no Facebook onde um guia balinês falava sobre a região, os passeios e as atrações. Mudou tudo. Para melhor. Falaremos disso mais adiante…


Luciano Boiteux

Como se voluntariar no exterior: dicas importantes

Hoje eu gostaria de compartilhar com vocês este link com excelentes orientações de como obter sucesso em um pedido de voluntariado no exterior. E eu posso afirmar que elas valem muito para o Canadá!

7 coisas que você TEM QUE SABER antes de enviar uma mensagem pelo Workaway

DIÁRIO DE WORKAWAY, HISTÓRIAS

A mensagem que você manda pelo workaway pode ser a chave do sucesso em conseguir um voluntariado dos sonhos (tipo quando eu consegui trabalhar numa chocolateria numa das cidades mais lindas do Chile).

É seu primeiro contato com o host e é como um mix entre entrevista e currículo. A primeira impressão é a que fica SIM e, depois de ter feito um montão de trabalhos voluntários pelo mundo e ter recebido mais de 15 pessoas pelo workaway aqui no La Minga Hostel (e mais ou menos umas 200 mensagens de gente procurando job), resumi as principais cagadas os principais motivos para não aceitar uma pessoa como voluntária aqui.

1 – Leia com atenção o perfil do seu alvo

É o básico e vai te ajudar a se destacar. Como dona de hostel eu falo pra vocês… mais de 80% das mensagens que recebo são de pessoas que tão copiando e colando loucamente a mesma mensagem pra todos os hosts. E é fácil descobrir isso, vocês nem tem ideia quanto…

Um exemplo básico do que é isso é que uma vez me chegou uma mensagem pelo Workaway falando que a pessoa adoraria trabalhar aqui, que era encantada pela cidade e que se divertiria muito ajudando a cuidar do meu pequeno filho. Oi? Que filho, gente?! Andei procriando e não sei?!

Não sejam essas pessoas, por favor.

Eu contei um pouco das minhas experiências em Workaway nesse post aqui, já leu?

2 – Identifique os pontos em comum

Normalmente os hosts escrevem um pouco da história do negócio, deles próprios e das motivações para estar no Workaway… Veja com o que você se identifica e explore um pouco isso.

No perfil do La Minga Hostel no Workaway está bem claro que somos um casal brasileiro-chileno – acho que é a primeira coisa que está escrita por lá. Se vem mensagem de brasileiro escrito em alguma coisa que não seja português eu já fico com um pé atrás… tipo, pra que escrever em espanhol se a pessoa é do Brasil? Tem que citar o BR em algum momento senão eu nem respondo (ou respondo grossa… sim, isso já aconteceu algumas vezes, rs).

Dois brasileiros queridíssimos que me ajudaram muito no hostel 🙂

3 – Fale das suas motivações em ir para essa cidade/região

E se não tiver nada em especial, fale também. Mas aquela googleada básica pra saber os atrativos da cidade já ajuda. E também te ajuda a programar os dias livres e não se perder só trabalhando e não aproveitando todas as experiências que você pode ter.

4 – Seja claro com as suas intenções e expectativas

Se você precisa de internet boa pra trabalhar nas horas livres, se é vegano ou alérgico a alguma comida em especial, se espera que todas as refeições estejam incluídas, se prefere trabalhar 8 horas por dia pra ter mais dias livres… Esse é o momento!

Não espere pra falar disso quando chegar que você pode se decepcionar…

5 – Conte um pouco sobre você (a única parte ctrl c/ctrl v permitida)

O que te levou para a estrada, há quanto tempo está viajando, o que mais gosta, do que sente falta, as experiências prévias em workaway… Tudo isso ajuda a construir um panorama legal e ajuda a ‘convencer’ o anfitrião que você é a pessoa ideal pro voluntariado.


Use os nossos parceiros para viajar tranquilo e ajudar o OMMDA:

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6 – Se você já tiver planos para a viagem, conte ao host…

Amiguinhos, as datas são MUITO IMPORTANTE para qualquer voluntariado. Se for hostel então, mais ainda!

Se você tem datas ‘chave’ no seu roteiro, sempre deixe claro. Se você tem data pra chegar e pra voltar, escreva com detalhe. E se você não tem… deixe claro isso também. Um ‘quero ficar até quando eu cansar’ é melhor do que uma mensagem completamente aberta.

7 – Sinceridade!

Em hipótese NENHUMA dê aquele miguézinho pra tentar conseguir uma vaga. Se você só sabe falar ‘hola, como te llamas?’ não significa que você sabe falar espanhol, ok?

Seja sincero com as coisas que você sabe e com o que você está disposto a fazer. Se tem nojinho de limpar banheiro, não adianta aceitar um job que tenha que fazer limpeza, né?

Já tive um voluntário que tinha escrito que queria viver em Chiloé, que tinha adorado a ilha e que queria voluntariar aqui por um mês e que poderia fazer qualquer trabalho… No fim, quando deixei a pessoa no turno da manhã, que é basicamente preparar o café da manhã e passar aspirador na casa… eu chegava e ele não tinha feito nada! Cheguei a falar duas vezes sobre a limpeza e ele não melhorava =/ No final, tive que pedir pra ele seguir viagem porque não tava dando certo e ele me falou que não se sentia bem fazendo limpeza, já que era professor e muito qualificado pra fazer um serviço tão simples! oO Nem falei nada e mandei ele ir pastar procurar um voluntariado que tivesse mais a ver com ele. E eu, com meu diploma de engenharia sigo fazendo faxina todo santo dia nesse hostel… Sem reclamar! 😉

Espero que as dicas ajudem vocês a conseguir muitos e muitos trabalhos voluntários pelo mundo! =) E se tiver sugestões pra complementar a lista, COMENTE!

E seguindo as dicas, tenho certeza que vão conseguir os melhores jobs! 🙂

Como Economizar com Comida e Bebida durante a sua Viagem

Eu ia escrever sobre o tema mas, pesquisando na web, encontrei essa matéria super interessante, do site FORA DA ZONA DE CONFORTO, e resolvi reproduzir, dando o devido crédito.


 

Já houve o tempo em que eu comia mal quando mochilava. Na tentativa de economizar eu acabava vivendo de noodles, cachorro-quente, Mcdonalds etc., mas com o tempo eu percebi que não dá para economizar com a nossa saúde. Além do mais, mochilar requer muito do corpo, você anda muito e na maioria das vezes com uma mochila pesada nas costas, dorme mal (quer queira quer não, dividir o mesmo quarto com até 40 pessoas como fiz uma vez na Noruega, não é fácil). Sendo assim comer de uma forma minimamente saudável vai evitar que você fique doente e passe um dia maravilho em Paris de cama, ou cancele aquele passeio que você já tinha pago, pois pode acreditar, vai ser um parto conseguir qualquer dinheiro de volta.

O que faço atualmente é um conjunto de ações para que eu tenha quase sempre comida disponível e a um valor baixo.

Abasteça no supermercado ao chegar à sua acomodação: Chegando ao seu destino (albergue, casa, hotel, camping), pergunte onde é o mercado mais próximo e se abasteça, assim quando você estiver passeando pelas ruas, montanhas, trilhas etc., você não passará fome tendo que comprar um salgado em qualquer lugar que vai sair mais caro e provavelmente menos saudável. Eu não sou exatamente um nutricionista mas gosto de ser saudável e me preocupo com o que como e é isso o que eu geralmente compro e levo comigo durante o dia: Fruta como maçã ou banana (lembrando que banana madura pode fazer um estrago dentro da sua mochila apertada), castanhas (amendoim é geralmente o mais barato), pão integral com algum recheio à parte, iogurte de beber (dá para guardar aberto durante o dia se você estiver em uma região fria);

Aproveite o café da manhã para comer bem e compensar o resto do dia: Que atire a primeira pedra quem nunca fez um “sanduichinho” daquele café da manhã grátis do Albergue! Obviamente não se deve abusar dessa facilidade, não é porque o café da manhã está incluso no preço que você vai fazer 5 sanduiches, levar 5 frutas e encher a sua garrafa com o suco de laranja deles. Normalmente o que eu faço é comer BEM no café da manhã e levar algo para beliscar… detalhe: seja discreto!

Cozinhe no Albergue ou na casa onde estiver, é muito mais barato do que comer fora: Eu sei que seria muito mais show ter um jantar na varando de um café tradicional observando o Arco de Triunfo em Paris. O problema é que na maioria das vezes mochileiro não tem dinheiro para jantar fora ou em lugar caro. A não ser que experimentar a comida local seja um dos focos da sua viagem. Sendo assim, a ideia mais em conta é realmente preparar a comida no Albergue.

Existe o lado positivo. Eu já conheci uma galera em Albergue e acabamos indo fazer as compras juntos, dividimos tudo e cozinhamos juntos. O bom é que você pode até conhecer alguém que sabe e gosta de cozinhar e você vai acabar comendo muito bem. no meu caso eu compenso lavando toda a bagunça no final. Fora a parte social de conhecer outros mochileiros que para mim é sempre uma das coisas mais importantes de qualquer viagem.

Se você estiver sozinho, lembre-se de não comprar muita coisa para cozinhar se você estiver indo embora no dia seguinte, senão pode sobrar muito. Além de ter peso a mais para carregar, leite e manteiga não são coisas para se levar na mochila. Nesse caso vale deixar na seção de “Free Food” (comida grátis) que toda albergue decente tem. Pode-se também fazer uso dessa mesma comida grátis. Uma vez, em um albergue no norte da Escócia, eu consegui preparar uma macarronada ao Pesto com verduras sem pagar um centavo!! Tudo usando o resto de comida grátis que havia disponível.

Isso vale muito para países desenvolvidos onde comer na rua é caro. Em alguns lugares na América do Sul, África e Ásia, comer na rua é tão barato que nem vale à pena perder tempo cozinhando. Ovos, pão, macarrão com atum, frango e arroz, cereal com aveia e leite são fáceis e baratos para se preparar.

Comer na rua faz parte da experiência mas cuidado onde vá comer: Obviamente uma grande parte do prazer de viajar é experimentar a comida local. Imagine ir para São Paulo e não comer um pastel de feira! O problema é que normalmente bons restaurantes são caros e se você comer em alguma barraquinha de rua pode vir a ter surpresas desagradáveis. Lembro-me de um albergue em que fiquei por 3 dias na Guatemala e durante esses 3 dias havia 4 garotas Inglesas que dormiam abraçadas à privada de tanto que estavam passando mal por algo que haviam comido na rua. Ao mesmo tempo eu já tive um belo almoço na Tailândia por 1 dólar em um beco no meio de uma feira popular com higiene contestável e não me aconteceu nada… tem que avaliar a pinta do lugar, ver se tem muitos clientes e contar um pouco com a sorte.

Leve a própria garrafinha e abasteça com água grátis sempre que possível: Importantíssimo quando está se está viajando, principalmente se for um lugar quente. Desidratação te deixa cansado, com dor de cabeça e até doente, e às vezes você nem vai saber que o cura é simplesmente tomar mais água! Bom, se você está em um país ou cidade onde a água de torneira é potável, tenha sempre em mãos uma garrafinha e encha sempre que possível. Acredite, em algumas cidades europeias você chega a pagar 3 euros por uma garrafa de 500 ml no “camelô”. Se você encher sempre que for ao banheiro ou em bebedouros, no final do dia será uma grande economia.

Caso a água não seja potável, ou até em casos extremos como na Índia, onde se recomenda escovar os dentes com água de garrafa, você terá que estar sempre comprando água.

DICA 1: CUIDADO AO COMPRAR ÁGUA DE CAMELÔ. Em alguns lugares eles pegam garrafas plásticas usadas, enchem com qualquer água e colocam uma tampa com lacre como se fosse nova… a diarréia vem depois… e pessoalmente eu não conheci muitas pessoas que estiveram na Índia e não tiveram problemas intestinais.

Se você estiver no campo, pergunte aos locais em que riachos a água é potável, mas lembre-se, o organismo deles está acostumado àquela água, o seu não. Por via das dúvidas você pode levar aqueles tabletes que purificam a água, mas não é muito bom abusar, melhor ser usado só em emergência. Outra opção são garrafas que já vêm com um purificador embutido.

Uma vez na Bolívia uma local me falou que é muito fácil distinguir um viajante do povo local. Em geral eles são mais claros e altos e estão sempre com uma garrafa de água na mão!!

DICA 2: IMPORTANTE INFORMAÇÃO SOBRE BANHEIROS PARA NÃO TER QUE FICAR PAGANDO PARA USAR. Como eu já disse antes, ficar sempre hidratado é importantíssimo, mas tem a sua desvantagem… você precisará ir ao banheiro constantemente. Se você estiver no campo esse problema é resolvido facilmente. Quando você está na cidade o buraco é mais embaixo. Algumas cidades como Budapeste cobram para se utilizar banheiros públicos. Um euro aqui outro ali e o orçamento vai apertando.

A minha tática é tentar segurar até quando eu for para algum lugar onde haja banheiro de graça como museus, shoppings, rodoviárias ou ferroviárias (em El Salvador o preço dependia se era número 1 ou 2!). Você também pode pedir gentilmente em um bar ou restaurante se pode usar o banheiro… boa sorte com isso em Paris! Ou simplesmente entrar na cara de pau em hotéis para usar o da recepção, prédios de escritório e restaurantes movimentados.

Lembre-se apenas de sempre ter um apanhado de papel higiênico com você. Dependendo da região do mundo que você esteja viajando, papel higiênico vale mais que ouro!

Festa é bom, então economize na compra de álcool: Sem hipocrisia aqui. Festa também faz parte de muita viagem e álcool quase sempre vem acompanhado. Se você está dormindo em albergue, fazer esquenta com os outros viajantes antes de sair jogando drinking games (jogos de carta regados a álcool) é quase um ritual dos mochileiros. Nesse caso o ideal é que você já tenha comprado a sua cerveja, vodca, o que seja que você bebe em algum supermercado antes. Assim além ser uma excelente forma de socializar e já sair do albergue para a balada com uma galera, você ainda economiza pois não vai chegar no bar ou Club completamente sóbrio.

Detalhe para Países Escandinavos. Uma vez que o álcool é muito taxado por lá, ficar alcoolizado nesses lugares é MUITO caro, mesmo comprando em supermercados. O ideal é que você traga o seu álcool de algum outro país mais barato (da Estônia quando for para Finlândia, por exemplo) ou compre no Duty Free se chegar de avião por lá. Atenção também ao horário de venda de bebidas alcoólicas. Em alguns países como Noruega, Macedônia entre outros, você não poderá comprar álcool na rua depois de certo horário, ou até mesmo em bares. Sendo assim, informe-se desses horários e programe-se na compra da birita.

Na maioria dos estados Americanos, na Austrália e alguns outros países você não pode beber na rua sendo passível de multa e apreensão pela polícia.

E obviamente em muitos países islâmicos o álcool é proibido na maioria dos locais públicos. Vai no Narguilé mesmo!

Por último, a respeito de álcool, como em todo lugar do mundo, atenção quando pedir bebidas em bares. Como você é um turista, será mais visado e a vítima ideal para o golpe do ‘Boa noite Cinderela” (basicamente colocam algum tipo de droga na sua bebida você perde a consciência e acorda no dia seguinte sem lembrança e sem pertences). Eu já ouvi umas estórias feias a esse respeito.

E você, tem alguma boa dica de como se alimentar bem e de uma forma econômica durante a sua viagem?? Dê o seu testemunho na área de comentários ou escreva-me se ainda tiver alguma dúvida não esclarecida no texto e eu tentarei te ajudar da melhor forma possível. Não se preocupe, você não precisa se identificar ou colocar seu email para comentar.

Boas viagens!!


O post é do Rodrigo – http://foradazonadeconforto.com/sobre/