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When in Vancouver…

Ao contrário de apresentar dicas turísticas (Vancouver é uma das cidades mais visitadas das Américas, nāo é difícil achar no Google ou nas livrarias), nos propomos a apresentar os lugares como locais, ou seja, para viajantes que queiram experimentar cada lugar conhecendo seu verdadeiro espírito.


No caso de Vancouver, como tenho sempre dito, é muito melhor você se hospedar no leste, ou EastVan. Além de bem mais barato, é bem divertido. Se você nāo conhece ninguém, ao invés de ficar em hotéis, tente o CouchSurfing, uma comunidade (que eu sou orgulhoso de ter sido um dos pioneiros no Brasil), onde você se cadastra e fica na casa das pessoas de graça. Mas atenção: A proposta nāo é de fazer a casa de alguém um hotel gratuito. A idéia aqui é aumentar as amizades e círculos de viajantes, em uma grande comunidade onde dinheiro para hospedagem nāo serve para nada. E se você quiser ser “espertinha(o) e usar o CS como hotel gratuito, fará só uma vez. Logo será excluído da comunidade (já vai tarde!). Então, esteja pronto para SOCIALIZAR. Sair com os moradores casa, fazer jantares, lanches, caminhadas, o que for. Por isso, você escolhe pessoas que têm os mesmos interesses que você.
Outra opçāo é o Airbnb. Escolha alugar um QUARTO ao invés de um apartamento inteiro, a não ser que você vá com a família ou queira fazer noites de sexo intenso com a(o) namorada(o). Bem… alguns aluguéis de quarto, nesse caso podem… enfim, escolha a forma que quiser. O Airbnb é um CS pago, no qual você PODE fazer da casa um hotel, embora eu sempre prefira socializar.
Nāo existe UBER em Vancouver, então taxis sāo a opção disponível se você nāo dirige e não quer usar transporte público. Mas nāo se pega taxi na rua como no Brasil. Em Vancouver, como em quase toda costa oeste do Canada e EUA, você usa aplicativos e/ou liga para o taxi. Mas atenção: NEM SEMPRE O TAXI VAI! Pois é! Se o motorista achar que não vale a pena, ele cancela a corrida e dificilmente te avisa e você corre o risco de ficar 1 hora esperando por algo que não virá. Sugestão? USE O ÓTIMO TRANSPORTE PÚBLICO DE VANCOUVER.
Não existe metro, mas há o SKYTRAIN, metro de superfície e , claro os ônibus. A única forma de pagar o SKYTRAIN é com o cartão COMPASS. Não existe pagar em dinheiro. Você compra o cartão nos quiosques nas estações. Não há bilheterias. Andar sem pagar? Você pode tentar mas a polícia vai te pegar. E em um país que te oferece tanto, para bancar o babaca, fica por onde está, vem pra cá, nāo.
O cartão COMPASS vale tanto para o SKYTRAIN como para os ônibus, sendo que nestes últimos é possível pagar em dinheiro, mas “EXACT FARE ONLY”. Se você pagar com uma nota 5 ou 10, ficará tudo lá. A passagem custa CAD2,75. A multa por bancar o “esperto(a)” custa CAD178. Você escolhe.
No verão, em Vancouver, às 6 da manhã já é dia e anoitece completamente às 22:00 hrs, mas as lojas e comércio em geral fecham as 19:00/20:00 hrs. Isso pode te “enganar” no começo, pois ao ver o sol, você acha que ainda é cedo e quando vai ver tudo já fechou. Por isso é comum o sol estar brilhando no céu e as pessoas te desejarem “boa noite”.
Claro que álcool é proibido de beber na rua, como em todo EUA e Canadá e a exceção do Québec, só se vende em lojas especializadas. E se você tiver cara de bebê, esteja pronto para mostrar ID. Cigarros a mesma coisa, mas se compra em vários lugares. Maconha você pode adquirir se tiver uma carteira emitida por um “dispensary” (loja de maconha) autorizado pelo governo da província de BC. Basta você ter identidade original e dizer que tem, por exemplo, asma, ou alergia a… qualquer coisa. Você ganha sua carteira na hora e já pode comprar sua ervinha… inclusive produzida… er… no Brasil (sshhhh!!) Ah, e de posse desta carteira você pode fazer uso de seu medicamento onde quiser. Não pode fumar em lugares fechados. Nem em casa. Normalmente canadenses são tolerantes com fumo de maconha em casa, mas a extremamente raramente com nicotina, uma droga pouco vendida por aqui.
No mais, é descobrir por si mesmo as surpresas que Vancouver vai te proporcionar.


Alberto Escosteguy

O dia-a-dia no Canadá e seu custo para o mochileiro (#2)

Comparando Toronto X Vancouver
Costa LESTE – TORONTO (II)
TRANSPORTE PÚBLICO

Se seu plano é ficar no centro de Toronto e/ou imediações (incluindo o ‘bairro brasileiro’), o automóvel não é a forma de locomoção mais prática. Em Toronto, o estacionamento no centro é caro e há engarrafamentos na hora do rush.

Para circular na zona urbana, é aconselhável se valer do chamado “TTC”, uma malha rodo-ferroviária cobrindo toda Toronto e se compõe de ônibus, metrô e “streetcar” (um bonde elétrico, que o leva em 15 minutos do centro até o “bairro brasileiro’, por exemplo).

Se o plano for ficar até uma semana, compre o passe semanal (weekly pass) e se for ficar 25 dias ou mais, e usar muito o TTC, sem dúvida vale comprar o passe mensal (monthly pass). Os passes sao muito úteis, pois basta apresentá-lo em qualquer um dos tres meios de transporte e você entra direto. Como no Canadá é preciso ter dinheiro para pagar a tarifa exata ao embarcar, o passe é uma  “mão na roda”, com perdão do trocadilho. No metrô você recebe troco, mas às vezes as filas para pagar são lentas e longas. Com o passe, você não pega fila. Se preferir há ainda o passe diário (daily pass), mas só vale a pena se você planejar ficar somente alguns dias na cidade.

E, claro, você pode pagar a tarifa com dinheiro, que custa CAN$ 3,50 cada trecho ( incluindo baldeações). A locomoção de metrô é bem simples. As linhas são divididas em cores (quadro abaixo).

Se você quiser sair da área metropolitana e conhecer cidades próximas, como Mississauga, Vaughan, Markham etc o TTC não serve para você. Para isso, é preciso usar o sistema chamado ‘GO Transit”, que são trens e ônibus intermunicipais.

O sistema de tarifas funciona de acordo com a quilometragem de sua viagem. Veja no site da GO Transit no final deste post. Porém, a não ser que você vá sair de Toronto, frequentemente, é provável que você não faça uso do “GO”, ou, se fizer, não serão muitas vezes.

Um fato curioso no trem do sistema GO Transit é que na hora do “rush”, é proibido falar no trem ou, se falar, você deve sussurrar. Isso mesmo ! O objetivo é melhorar a qualidade de vida do usuário que usa o trem constatemente para estudo ou trabalho. Eu já fui chamado atenção por um passageiro, pois estava ao celular falando “à la brasileira”( risos). O rapaz bateu no meu ombro e disse, educadamente (canadenses ! haha!) que iria comunicar o fiscal para me retirar do trem na próxima parada. Ele falava isso me mostrando uma placa (bem grande) sobre a proibição de falar no “rush hour”. Se falar alto, há multa ! Coisas do Canadá.

No TTC não existe esta proibição.

As pessoas são muito educadas SEMPRE para entrar e sair dos meios de transporte e mesmo se estiver LOTADO ( O TTC ás vezes fica bem cheio !), dificilmente alguém irá te empurrar ou te xingar. Tudo é muito disciplinado.

Os horários são quase sempre rigorosamente observados e há sempre painéis eletrônicos informando quanto tempo falta para o próximo trem/metrô. E funciona ! Para o ônibus há apps que informam os horarios ou um numero para ligar.

No TTC há controle de catracas para entrar nas plataformas, assim como nos onibus e bondes, ao contrário do GO Transit, que não há catracas nos trens.. Eu aconselho fortemente você não viajar sem pagar para ser o “cara/moça esperto/a que enganou os gringos”.
Você será pego/a. E eu acho bem feito. ( risos).

Abaixo estão os links para o GO Transit e TTC e mapas das linhas do TTC e do GO Transit. O sistema é bem simples.

TTC: http://www.ttc.ca/
GO Transit: http://www.gotransit.com/


Por Alberto Escosteguy