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Que Tipo de Gente Largaria Tudo Para Viajar?

Resposta Rápida: Você.

Brincadeiras à parte, esta pergunta é inevitável quando ouvimos histórias de nômades digitais que decidiram fazer um blog e sair pelo mundo. Há algum tempo atrás, a imagem desse cara era quase uma unanimidade: um cara solteiro, barbudāo, cabelāo de drag, tatuado, fumando maconha à beira da estrada, com uma mochila surrada e pedindo carona. Que coisa mais anos 60 e 70 !

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Se você ainda tem era imagem quando falamos de nômades digitais ou você já passou dos 50 ou vive no seu próprio mundo (nada errado com nenhuma das duas alternativas, ok?).

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A desconstruçāo desta imagem caricata começa pelo nome: nômade DIGITAL. O barbudāo provavelmente acharia que a internet é uma ferramenta de controle das massas vigiada por alguns milionários donos do capital. Já um nômade digital pode ser socialista, capitalista, comunista, ateu, espírita, adepto da seita dos deuses de cabeça azul… o que for. Mas uma coisa que ele nāo é , com certeza: avesso à tecnologia e aos avanços da sociedade contemporânea.

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Outra diferença é que muitos nômades digitais, ao menos no ramo do turismo, gostam, sim, de lucros e dividendos. Eles apenas decidiram nāo ter mais um patrāo e, como sāo pessoas amantes de viagens, escolheram… viajar!  A diferença aqui é que eles trocaram o escritório com ar-condicionado, terno e gravata, (e as mulheres salto alto desconfortável) e reuniões estressantes por lugares menos convencionais. Mas atençāo! Essa lenda urbana de que nós trabalhamos na praia, em um barquinho na paz do oceano ou coisas do tipo, na maioria dos casos, é só LENDA mesmo. A começar que areia e água, acredito eu, nāo sāo muito bons para a saúde do seu computador, smartphone ou tablet. Além disso, as probabilidades termos bons índices de produtividade trabalhando na praia ou durante o concerto do Guns ‘n’ Roses sāo de muito baixos a zero.

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Portanto, o lugar de trabalho do nômade digital sāo os chamados co-working spaces ( já falamos deles em post anterior) que sāo cafés ou espaços especialmente feitos – ou com toda estrutura para – a boa produçāo de trabalho de um nômade digital. Entre outras características, está uma rede wifi muito boa, pois nem todos nós nômades sāo apenas blogueiros de viagem. Muitos têm empregos e trabalhos que nada têm a ver com turismo, tais como programadores e desenvolvedores de games e até arquitetos, o que requer excelente conexão com a internet e relativo silêncio. Assim, aquele papo de largar o escritório para trabalhar em um quiosque à beira da praia ou a beira da piscina com gatas semi-nuas… é só papo mesmo. E nāo se engane: o ritmo e a quantidade de trabalho nāo é menor nem mais leve do que a do engravatadinho. Às vezes pode até ser maior. Além do mais, você precisa ter uma organização do tempo e disciplina de produçāo muito maiores do que o cara que vai para o escritório todos os dias.

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Meu sócio, por exemplo, nāo trabalha fim de semana e feriados. Nada mais justo. O papel dele na sociedade é no back office, organizando, publicando, fazendo contato com mídia etc. E olha que de engravadinho ele nāo tem nada! Já eu, neste momento, estou me preparando para ir para uma cidade no Pacífico na costa oeste canadense amanha de manhā. E agora sā 22:20 e eu estou aqui escrevendo em um co-working space em Calgary, preocupado com a hora que o espaço vai fechar (daqui a meia hora), arrumar minha mala e, ao mesmo tempo, ainda manter boa produçāo e de qualidade. Amanhā, às 6:30 da manhā, eu provavelmente estarei escrevendo de novo, e no aviāo talvez também. Por que? Porque no meu caso, nāo sou eu que escolho a hora de trabalhar. O trabalho que escolhe a hora de eu produzir. Se vejo algo interessante, se tenho um insight de um post que poderia ser interessante (como tive agora), nāo posso pedir para minha secretária agendar uma reuniāo para amanha a fim de discutir uma ideia que tive ou algo do tipo. Nāo há secretária. Nāo há reuniāo (muitos nômades até agendam reuniões por Skype, quando o projeto cresce muito).

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Eu tenho que escrever e fotografar onde eu estiver e a hora que for, pois este é o grande diferencial de um site de viagens. Caso contrário, para que você estaria lendo esses posts? Bastaria você ir ao Google. Mas o Google nāo tem insights às 3 da manhā e compartilha com você.

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Entāo, para finalizar e responder com mais profundidade a pergunta quem larga tudo para viajar? Qualquer um! Você, seu vizinho. seu professor de matemática que tirou sua prova porque te viu colando, a moça que trabalha na sua casa, o amigo do seu filho que você achava que era maconheiro mas verdade era um gênio da informática, o namorado da sua filha que você nem sabia que existia, o porteiro, o cara que escuta hip hop no andar de cima às 10 da noite a todo volume, o gerente do seu banco, o diretor aposentado…enfim. Qualquer um.

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Até eu. E olha que eu nem sou barbudāo nem tenho mochila surrada.


Alberto Escosteguy

Viagem de Toronto a Vancouver, de trem

Saímos do leste e vamos atravessar o país até a costa oeste, até chegar em Vancouver, em British Columbia.

Mas, como bom mochileiro, que tal, em vez de irmos de avião, em um voo de 5 horas que custa entre Can$400 e can$800, que tal irmos… de TREM? (http://m.viarail.ca/…/rockies-an…/toronto-vancouver-canadian )

Existe uma viagem que todo canadense sonha em fazer: atravessar o Canadá, um país de dimensões continentais, de carro, pela Trans Canadian Highway ou de trem!

Se você quiser ir de trem (como eu fiz), compre a passagem no site da Via Rail (empresa de trem do governo) ÀS TERÇAS FEIRAS, clicando no link SPECIAL OFFERS. (http://m.viarail.ca/en/fares-and-packages/special-offers)
Toda terça existem passagens de costa a costa com até 80% menos!

Você tem várias opções e preços; pode ir de ” economy”, onde vai sentado.

Para cruzar o continente, se você não tem mais 20 e poucos anos, em geral, não aconselho. Afinal, são quatro dias e tres noites de viagem!

Vá em uma cabine, onde há uma cama para você dormir (Ver fotos). Mas, se você tem disposição, vá de “economy” mesmo! Muita gente vai, sobretudo mochileiros. Alguns fazem amizade com o povo das cabines e passam a dormir lá ! Haha (cada cabine tem um beliche desmontável (os atendentes de bordo montam e desmontam, não você).

No meu trem, um mochileiro viajando sozinho embarcou solteiro e chegou namorando. Ah, essa vida de viajante ! ❤️ ❤️

As refeições são no vagão-restaurante e são muito boas! O preço é parecido com qualquer restaurante.
Espere pagar entre Can$20-can$30 por refeição. Se preferir, há lanches, por can$10-can$20.

A viagem é fascinante e vale muito a pena, pois o Canadá é um país muito bonito! Você verá florestas, pradarias, rios, lagos, montanhas, mar, neve (mesmo no verão, no pico das montanha rochosas).

Você conhecerá gente no trem de todo tipo: idosos, casais , adolescentes, crianças , gente viajando sozinha…

E a viagem não é nada monótona! Há também uma sala panorâmica no teto do trem, toda de vidro, para você tirar fotos.
Você pode sair de Montreal ou Toronto e vai até Vancouver ou ficar em qualquer cidade no caminho (a passagem é proporcional à quilometragem).

o trecho pelas Montanhas Rochosas é algo difícil de acreditar de tão lindo (ver fotos).
Se você puder, vá! Vale muito a pena!

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(Fotos: Alberto Escosteguy – arquivo pessoal)

Lanterna Toolmix bivolt recarregável

Sim, você precisa de uma boa lanterna. Muitas opções de voluntariado, ou mesmo de viagens exóticas, envolvem um contato amplo e direto com a natureza. E, não sei você, mas eu não fico nem um pouco confortável no escuro, em qualquer lugar que não seja a minha casa. Uma boa lanterna deve:

  • ser recarregável. Pilhas e baterias são caras;
  • ser de LED. A tecnologia é moderna, barata, leve e com bom desempenho;
  • ser bivolt. Nem todo lugar tem a mesma voltagem de nossas casas;
  • iluminar bem;
  • ter a bateria durável;

Indicamos a lanterna Toolmix porque esta possui todas as características acima. Pode ser usada durante 8 horas na luz máxima, ou 16 horas na posição econômica. Seu facho é do tipo farol, e seus 3 LEDs garantem a tranqüilidade do viajante aventureiro.


Luciano Boiteux