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“Terra minha Mãe, Céu, meu Pai”

Chegando em Manila, nas Filipinas, o que eu achei que seria o horror dos horrores, já que fui levado para um lugar chamado “ Exclusion Room”, provou-se ser umas experiências mais interessantes de todas as minhas viagens.

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As surpresas começaram ao me deparar com oficiais de imigração, alfândega, funcionários do aeroporto etc. de uma gentileza ímpar. Todos perguntavam se eu estava bem, se precisava de alguma coisa e deixaram claro que eu não estava preso nem nada disso. Apenas, de acordo com as leis filipinas, eu deveria voltar ao meu país de residência permanente, que no caso é o Canadá. Entrei na tal sala com nome de filme de terror e tinha carregador para iphone, água, televisão… nada mal. Havia lá um ugandense que havia pedido asilo e foi recusado, e esperava não se sabe bem o que naquela sala, um camaronense deportado por trabalho ilegal, um chinês que não fala nada além de… chinês, então não sei qual o problema dele. O mais interessante, porém, foi após eu estar umas 4 horas por lá, a chegada de uma família alemã, pai, mãe uma filhinha de 3 anos de idade. Eles chegaram com roupas coloridas, cheios de instrumentos de musica balinesa e incensos. Eu pensei “isso aqui vai ficar bom”.

Assim que vi que eram alemães fui falar com eles (eu falo alemão) e, ao contrario de 99% dos alemães, não lhes causou surpresa nenhuma um latino começar a falar alemão fluentemente com eles fora da Alemanha. O caso deles parecia o meu, em certos aspectos: o pai, ao tirar foto para imigração a fim de entrar no país fez sinal de “legal” com o polegar e deu uma piscadinha, sorrindo. O oficial disse que ali não era circo e ele teria que ficar sério. Segunda tentativa e o alemão faz a mesma coisa. Nova bronca e na terceira tentativa ele ficou sério. Mas botou a língua para fora. Foram imediatamente impedidos de entrar no país e se juntaram a nós.

Eles estavam morando em Bali (onde mais?) e foram para as Filipinas para um workshop com animais que eu não entendi muito bem o que era. Passaram-se algumas horas e a mãe estendeu um tapete daqueles de praticar Yoga no chão, mais incensos, tirou os instrumentos de várias sacolas que carregava e disse em inglês para a sala toda: “isso aqui está muito carregado. Vamos tocar música e cantar!”. No inicio todos se entre olharam mas ela foi distribuindo os instrumentos pela sala e falou para mim em alemão “vê se me ajuda!”.  Eles começaram a tocar uma canção balinesa e em poucos minutos todos estavam cantando e tocando instrumentos. Jamais me esquecerei da música:

ana-nata, ana iê laiê
Terra minha mãe,
Céu meu pai,
Aia atan,
Water and Fire,
I am!
I am!”

O que posso dizer disso tudo é agradecer ao oficial de Sigapura por ter me devolvido a Manila. Ele jamais seria capaz de me dar o que a vida me presenteou nesses 3 dias na “prisão” nas Filipinas. Aliás, mês que vem já estou planejando voltar. Não para a prisão. Para as Filipinas.


Alberto Escosteguy

Após a tempestade, vem a bonanza

Alberto Escosteguy viajou para o Canadá, e de lá rumou para Singapura, fazendo escala em Manila, conforme noticiamos aqui no MONDO BLU há alguns dias. Não conseguiu, porém, entrar em Singapura. Teve a entrada negada e permaneceu detido na imigração por 6 horas, e esperando por 3 dias, até ser enviado de volta ao Canadá.

A princípio não entendeu o motivo da detenção, mas após pensar um pouco, teve a certeza de que a sua maneira de viajar foi determinante para a negativa de entrada. Não tinha uma passagem de volta e nem um centavo do dinheiro local. E também não sabia exatamente qual rumo seguiria a partir da entrada em Singapura.

Fica a dica: não faça o que Alberto fez!

Alberto é, antes de tudo, um aventureiro, e como tal, resolveu viver intensamente o momento. Não optou por ficar em um quarto (10 dólares a diária), preferindo conviver com outras pessoas na mesma situação e documentar o que via. Uma família alemã, outra africana… Filmou, fotografou (mostraremos em outro post), enfim, pôde entender como “a coisa” funciona.

Voltou para Vancouver, sua base operacional, e após receber convites para ir para Singapura (ficou amigo do oficial da imigração e sabe que não há nenhuma anotação que o impeça de voltar), Bali e para o norte do Canadá, se voluntariar em um criadouro de cães de trenó, aprender a adestrá-los e a manusear um trenó de corrida.

Assistir novamente (Alberto já teve essa experiência) ao sol da meia noite e ao dia de 24 horas é um convite irrecusável?

Acho que sim…


Luciano Boiteux

Próximo destino: Sudeste Asiático

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Sairei do Rio de Janeiro, Copacabana Beach, em 24 de abril, voando para Toronto para cuidar de algumas pendências e visitar os amigos. Chego à cidade em 25/4 e no dia 01 de maio sigo para Singapura (layover de 15 horas em São Francisco – aproveitando para postar coisas legais para vocês. Já morei lá e conheço bem a cidade). No dia 03 de maio (sempre se perde um dia nesse trajeto, por causa dos fusos horários) chego a Singapura, onde passarei um mês, antes de seguir para a ilha de Bali (veja o programa da viagem) e algumas ilhas nas Filipinas.

Sudeste Asiático – de 01/maio a 30/julho de 2017

Alberto Escosteguy irá para o Sudeste Asiático, a partir de 01 de maio, partindo de Vancouver, no Canadá, começando por Singapura, onde passará um mês inteiro, e em seguida visitando a ilha de Bali, na Indonésia e ilhas nas Filipinas, postando textos, fotos e vídeos, diariamente, para que você possa acompanhar a viagem e, quem sabe, se animar a fazer o mesmo!


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