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Alternativas para visitar Vancouver e BC sem pagar hospedagem: o “Volunturism”

Vancouver é uma cidade muito cara. British Columbia (BC), em geral, nāo é uma província barata, por isso, é bem possível que no meio de sua viagem por aqui você descubra que já gastou [muito!] mais do que previa. Calma! Há solução para tudo. No Canadá e EUA o voluntariado é algo levado muito a sério. A tal ponto, que para se formar na universidade você precisa ter prestado determinado número de horas como voluntário em sua comunidade.

A partir deste forte traço cultural, nasceu o “Voluntarism” ou o turismo feito como voluntário. A lógica é simples: você se hospeda em um hotel, hostel, B&B ou até mesmo na casa de algueém, só que ao invés de pagar sua hospedagem [e em muitos casos a alimentação também] com dinheiro, você oferece sua ajuda como voluntário no que for preciso. Normalmente são funções que nāo exigem qualificação especializada, embora não seja raro ser pedido ajuda com web designer, programação e construção de websites.
A regra é basicamente a mesma: você trabalha de 4 a 5 dias por semana, entre 4 a 5 horas por dia e tem os outros dias livres. O clima é sempre bem descontraído e fica bem claro que você não é um funcionário, e sim um voluntário de ferias. Ficando na casa de alguém você acaba por participar da rotina da família, indo a eventos sociais, festas etc. É uma experiência muito bacana, ao estilo de um intercâmbio, com a diferença de que você nāo paga nada.
Em Vancouver há um número significativo de “hosts” (as pessoas que te hospedam) sobretudo vegetarianos e donos de pequenas chácaras e sítios urbanos onde se cultivam hortas e/ou jardins e pomares. Você ajuda no trabalho de colher frutas, aparar o jardim, cuidar das flores e preparar tudo para “dormir” se for antes do inverno ou “acordar” as plantas, na primavera.
Algo comum também, no norte de BC, são criadores de Ruskies (os cachorros) que puxam trenó no inverno. Você vai cuidar deles, brincar, treinar, limpar os… você sabe. Mas não fará sozinho. Normalmente os donos trabalham junto com você.

Eu, particularmente, acho uma oportunidade ímpar de conhecer o Canadá como ele realmente é, combater a solidão de se viajar sozinho, praticar o idioma local, conhecer novas culturas e ampliar sua rede de contatos no Canadá.
Os 2 principais sites para se buscar este tipo de tursmo são: workaway.info e helpx.net. Basta se inscrever e se candidatar às oportunidades que você se identificar.
Se você possui cidadania canadense, é residente permanente ou possui visto de trabalho, você pode optar por voluntariados pagos. Na verdade são empregos nos quais seu salário é descontado na moradia e alimentação, e sempre sobra alguma coisa. É uma ótima oportunidade para se ter experiência canadense no mercado de trabalho, conhecer como funciona a relação empregador-empregado e conhecer seus direitos e obrigações trabalhistas na América do Norte. De forma geral, são empregos com uma carga horária mais leve do que empregos “normais”.
Em BC, eu sugiro fortemente o www.oceanisland.com, um hostel bem no centro de Victoria, em Vancouver Island. Você trabalha 4 dias por semana, 5 horas por dia na limpeza. O trabalho é bem tranqüilo e normalmente os canadenses adoram, pois podem ficar mais tempo em Victoria e ainda ganhar $. Depois do trabalho você pode ir para o bar do hostel com música ao vivo e muita animação. Em termos de pagamento, você recebe CAD250 por mês e não paga alimentação nem hospedagem.
Se você falar idiomas e tiver qualificação pode ser aproveitado para outras áreas como front desk, marketing etc. e até ser contratado definitivamente. Claro que para esta oportunidade é necessário ter permissão de trabalho.
Se você achou interessante, agora basta se cadastrar, escolher “host” e se divertir muito gastando… quaase nada.
E viva o Canadá!


Alberto Escosteguy

O 4º bairro mais estiloso do mundo: Gastown, Vancouver

Todos que moram em Vancouver sabem que Gastown é um lugar que dita tendências na costa oeste e é cheio de charme e gente descolada. O que eles não sabiam é que o bairro eleito o 4º com mais estilo do mundo pelo conceituado website complex.com este ano, atrás apenas do 1o Arrondissement de Paris, o Harajuku, em Tóquio e o Soho de Nova York.
Segundo o complex.com, Gastown transformou-se em um centro internacional de moda masculina, onde há lojas como as exclusivíssimas Haven, Inventory e, claro, Roden Gray.
Mas não é só de alta-costura que vive Gastown. O bairro é o mais antigo de Vancouver e foi fundado no mesmo ano em que o Canadá se fundou como nação, ou seja há exatos 150 anos. Assim como o país, em 1o de julho de 2017 Gastown celebrará a data em grande estilo e será provavelmente uma das melhores festas, de costa a costa e com opções para todos os bolsos.


A diferença de Gastown para os resto de Vancouver data de 1971, com as “Revoltas de Gastown”: em 7 de agosto daquele ano moradores do bairro organizaram uma manifestação pacífica chamada de “Smoke-in”, pela legalização da maconha, que foi violentamente reprimida pela polícia montada canadense. O que se seguiu foram manifestações ainda maiores no bairro. Quem levou a melhor? bem, veja os posts anteriores ! 🙂
Hoje, bem diferente das revoltas de 1971, Gastown se orgulha em ser um dos pontos mais valorizados de Vancouver, oferecendo ótimas opções gastronômicas, moda, vida noturna e turismo.
Talvez o que fascine mais é que apesar de ser um bairro burguês e capitalista, jamais expulsou os hippies e “maconheiros” sem teto de lá, que convivem muito bem com os moradores que saem com suas BMW’s de casa. E, se alguém de fora se incomodar com eles, pode ter certeza: quem vai sair é o forasteiro. Gastown é como uma família, onde os hippies dos anos 70 não saíram e os hispters do Silicon Valley se mudaram para cá nos anos 2000 e todos convivem bem, e mais: não desejam que isto mude. Ou seja, já deu para ver que preconceito, racismo e moralismo hipócrita nāo têm vez em Gastown.
Indo a Vancouver, se não puder se ho$$pedar em Gastown, venha conhecer. E venha como quiser: de Prada ou de jeans rasgados e chinelo: você sem dúvida nenhuma será muito bem recebido tanto na roda de funk da galera da fumaça na Maple Street Square ou no caríssimo restaurante L’abbatoir, na Carrall Street.


Alberto Escosteguy

A vida de um Nômade Digital II : A Outra Face da Moeda

Se você leu o post anterior e tinha o sonho de ser um Digital Nomad, deve estar arrasado ou ao menos muito brabo comigo. Calma! Agora vamos continuar a narrativa de como ser nômade digital.

A parte que eu não te contei ainda é que tudo que escrevi no post anterior é verdade… até a segunda página.
Se você tem realmente o talento de criação por conta própria (até isso pode ser remediado) e adora (muito) viajar, os pesadelos que descrevi anteriormente são reais e, em maior ou menor grau, provavelmente alcançarão você… nos 2 ou 3 primeiros meses.
Depois… supresa ! Tudo começa a ganhar um colorido único e as coisas começam a fazer sentido.
Vamos lá?
Iniciaremos discorrendo sobre o que provalmente acontecerá no “dia seguinte” de cada um dos pontos que mencionei tão dramaticamente no post anterior.

1) Você perderá boa parte do seus amigos…que você descobrirá que, na verdade, jamais foram seus amigos. O termo AMIZADE ganhará para você uma conotação muito diferente, e muitas vezes, você irá acabar por ensinar a seus amigos o real valor de uma amizade.
Amigos passam a ser família, pessoas com as quais você pode contar, seja na sua própria cidade onde ambos moravam ou na China (literalmente). Você compreenderá que um real amigo não depende da geografia ou do tempo para estar a seu lado. Skype, WhatsApp, Facetime, ligações quase de graça para falar por 450 minutos (dos EUA, Canadá, Japão, Índia e Europa) para o celular de qualquer um no Brasil. E, o melhor de tudo: você viajará muito. Muito. Muito!
E como você escolherá sempre a mesma aliança aérea para voar (eu, por exemplo, só vôo de Star Alliance), talvez possa realmente até não ter ido ao aniversário daquela amiga. Mas agora a presenteia com uma passagem tirada com suas muitas milhas acumuladas (A Star Alliance permite que você tire passagens com suas milhas em nome de terceiros) para ela passar 2 semanas ou um mês (ou até mais se possível for) com você em Bali ou em uma praia na Jamaica! Que tal?
Concluindo, os “amigos” que te julgaram, nunca foram, na verdade, amigos. E você não está muito preocupado com eles, pois estará curtindo sua amiga na Jamaica.

2) A solidão será sua companheira fiel.
No princípio.
Aos poucos, você vai se adaptando ao estilo nômade de viver e descobrirá que existem muito mais pessoas assim no mundo do que você pensava. E, assim, seu próximo passo será se filiar a uma organizaçāo de nômades digitais (existe uma inclusive só de brasileiros!) e vocês se encontrarão pelo mundo. Que tal marcar uma reunião em Los Angeles e agendar um churrasco em Trancoso daqui a 2 meses?
Pense comigo: se você é engenheiro, provavelmente seu círculo será formado por outros engenheiros e afins… se você for médico, psicólogo, manicure etc. a mesma coisa. Então, se você for nômade digital, seu círculo será formado por outros nômades digitais. Eu sugiro o grupo https://www.youtubevilla.com e sua página no FB https://www.facebook.com/supernomadfriendsquad.
Ou, se não quiser, fique por dentro dos eventos exclusivamente organizados por e para digital nomads: https://www.flystein.com/digital-nomad-events-2017

3) Concordo que sua família vai levar algum tempo para entender seu modo de vida. E vāo sofrer.
No início.
Tal qual a filha que sai de casa ou o filho que se muda para outra cidade, você foi viajar.
E, convenhamos, se você tem uma filha(o), ela(e) vai sair de casa, casar, montar a família dela(e), ou
então vai continuar solteira(o) e imigrar para Miami. Nāo é muito diferente do nômade.
Com o tempo, tudo se ajeita. E aquela sua tia-avó que antes chorava ao telefone, hoje irá ao chá do clube com as amigas e vai falar cheia de orgulho: “meu sobrinho hoje me ligou de Berlim. Foi bom porque semana que vem ele estará na Namíbia e não sei como vai ser”.

4) Tudo é vivido intensamente e no dia de hoje. Verdade. Pode até bater insegurança no início, mas com o tempo, você se engajará em projetos e trabalhos em países que nem imaginava ir e iniciará outros projetos em áreas que nunca havia pensado. E, assim, rotina é algo que dificilmente fará parte da sua vida.
E o melhor de tudo é que se você precisar de rotina em algum momento, basta se estabilizar em algum canto do planeta por 1 mês, 1 ano ou 10 anos… até enjoar e zarpar de novo. Um nômade digital nāo precisa ser nômade para sempre. Ele pode, inclusive, voltar para casa e passar um tempo por lá, se planejar isso com os sócios, se os tiver.

Agora que contamos o dia seguinte dos pesadelos inicais, vamos elencar algumas vantagens em ser nômade digital.

5) Você nāo precisará investir uma fortuna ou todas as suas economias para inicar um projeto. Se der certo, seu investimento dará cria. Se nāo, o tombo financeiro nāo terá sido tão grande quanto ter aberto uma loja ou uma franquia de lanchonete.

2) Obtendo sucesso, com o tempo, você pode escolher ser o que se chama “semi-nômade. Suponhamos que, após vários anos de viagens ao redor do planeta, descobriu que gosta mesmo é do Brasil e, mais especificamente, daquela pequena cidade à beira-mar no nordeste que você passou 3 meses ano passado. Mas, ao mesmo tempo, você nāo sabe como irá viver sem passar temporadas no bairro boêmio do Marais, em Paris, que você adora de paixão.
Pois bem. Assim como você possui um sócio no Brasil (se tiver) nada impede que faça uma sociedade com um(a) frances(a) em Paris. Assim, você passará, por exemplo, 6 meses no Brasil e 6 meses em Paris. Conheço pelo menos 3 nômades digitais no ramo de design gráfico que vivem em ponte-aéreas assim. Um deles, aliás, por uma razão muito compreensível: se casou com uma canadense, mas não quer mais abrir mão de sua terra natal, a Nova Zelândia. Hoje, ele é cidadão dos 2 países, com 3 filhos canadenses.

3) Você pode trabalhar literalmente onde e quando quiser. Pode ser em um quiosque à beira-mar na Tailândia, em um chalé nos Alpes austríacos, na 5a Avenida em Nova York ou no quintal da sua avó. Seu escritório é o mundo.

4) É mais fácil mudar de ramo de negocio. Se você é um nômade digital trabalhando com projetos de arquitetura (eu conheço uma canadense que é) e se “enche o saco“,  lembre-se: você está no século 21. A maior parte dos cursos universitários hoje são oferecidos online, e você cursa onde estiver. A geração X deve torcer o nariz para tais cursos mas fique sabendo que várias faculdades de universidades como Harvard ou Stanford oferecem formação digital 100% online e têm o mesmo reconhecimento nos EUA e Europa de um curso presencial.
Bem vindo ao século 21 !

5) Você nāo precisa ter compromissos sociais ” obrigatórios”, aqueles do tipo :”que saco! Ele é legalzinho mas é um porre. Temos que ir, se não ele se ofende“. Bem… você terá uma boa desculpa para não ir: fica um pouco distante de ir à casa dele… da Finlândia!

Há muitas outras vantagens e você pode buscar online em profusão.
Por último, já que tanta gente está aderindo a este modo de vida nos 5 continentes… algo de bom deve haver isso, não é?
Se você se animou em trilhar esta carreira, aí vāo alguns bons pontos de partida:

Websites:

Home


http://nomadesdigitais.com
http://academiadenomadesdigitais.com

Theme Overview


http://becomenomad.com
http://www.digitalnomadjobs.com

Home e-Learning


https://www.facebook.com/groups/DigitalNomadsAroundTheWorld/
https://www.facebook.com/nomadlist
https://coursehorse.com/los-angeles

Youtube:
https://www.youtube.com/user/nomadesdigitais
https://www.youtube.com/user/CasalPartiu

Aplicativos:
https://www.rescuetime.com
http://www.xe.com/apps
http://voyagetravelapps.com/trail-wallet

Twitter:
https://twitter.com/nomadlist?lang=en


Alberto Escosteguy

Os Jardins Suspensos de Vancouver

Se há algo que Vancouver é muito conhecida na comunidade dos países anglofônicos é pela chuva e pelos seus inúmeros jardins e hortas coletivas. Tanto ao longo de uma rua movimentada no centro da cidade ou no final de uma pequena rua sem saída você encontrará os “jardins e hortas coletivos”. Este projeto partiu da idéia de um grupo de moradores nos anos 80 com o intuito de promover um trabalho de terapia ocupacional aos usuários de heroína moradores de rua, a fim de melhorar sua qualidade de vida. A idéia deu tão certo que hoje os jardins são a cara de Vancouver. Qualquer um pode entrar, montar seu próprio jardim e/ou horta, plantar e esperar que colham os frutos.


E você também pode colher frutos, verduras e flores de outras pessoas. De uma forma incrível, a idéia funciona, ninguém colhe sem plantar e, obviamente, ninguém vandaliza. O que começou para a terapia ocupacional passou a fazer parte da vida da cidade.
Coisas de British Columbia. Coisas do Canadá!


Alberto Escosteguy

Breakfast em Vancouver

O café da manhã é nossa principal refeição e os canadenses levam isso muito a sério. Existem muitos cafés e restaurantes dedicados ao chamado “all-day-breakfast”. Isso mesmo. Se você tiver um amigo canadense, não se espante se vocês forem sair para comer às 4 da tarde e ele pedir “breakfast” ao garçom. Isso porque normalmente esta refeição é geralmente muito bem servida, tipicamente constando de 2 ovos (feitos à sua escolha), torradas, bacon, queijo, frutas, café com leite ou chá, geléias e mais extras se você quiser. E sāo tradicionalmente bem mais barato que um almoço propriamente dito.
Um dos lugares onde os “Vancouverites” (é o nome que se dá para quem nasce em Vancouver) mais freqüentam é o moderninho “Bandidas Taqueria“, que apesar de ser basicamente dedicado a vegetarianos e veganos (quase uma maioria em Vancouver), os carnívoros de plantão também têm opções de escolha. O maior prato, o “Mexican Breakfast” sai por $10.
Outra opção queridinha dos locais e bem mais ao gosto dos apreciadores de carne é o Sophie’s Cosmic Cafe , do lado west da cidade, ou seja, um espaço “coxinha” por excelência. Lá, o mais pedido é o “Sophie’s Steak & Eggs“, prato bem servido com carne, bacon, ovos, café com leite e sucos variados, por $18.

Sophie’s Cosmic Cafe

Agora é só escolher sua tribo e… bom café da manhã! (mesmo que seja às 4 da tarde!)


Alberto Escosteguy